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O autismo de Temple Grandin

Ontem assisti um filme que aborda o tema “Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) – Autismo”. Fiquei pensando como a comunidade, principalmente a escolar, desconhece os diversos métodos de lidar com a criança portadora de autismo. O filme “Temple Grandin” mostra como o autismo guiou uma jovem americana ao brilhantismo no ramo da pecuária. É uma história real e fascinante.

Temple Grandin, nascida em 29/08/1947 em Boston, Massachusetts, e atualmente é  professora da Universidade Estatual do Colorado, onde ensina o comportamento animal. É  uma das grandes especialistas no manejo de animais para abate, fazendo projetos de matadouros que favorecem o bem estar animal. Ela recebeu seu Ph.D. em Ciência Animal da Universidade de Illinois e publicou livros como Thinking in Pictures.

É um grande defensora dos animais, especialmente dos explorados pela indústria do gado. Ela reformou matadouros e fazendas em todo os Estados Unidos em defesa de uma vida digna e morte sem sofrimento desnecessário dos animais. Considera que as medidas que contribuem para o animal, fazem da indústria uma exploração segura, eficiente e rentável. 

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Temple nasceu autista e seu jeito peculiar de pensar, seu comportamento antissocial e agressivo, eram mal vistos por professores e colegas de escola na infância. Ela tinha dificuldade de aprender certas coisas, porque as coisas para ela seguiam uma lógica particular.  

O filme conta mostra a perspectiva de mundo conseguida através do autismo, como Temple via a realidade e as imagens em sua mente. A atriz Claire Danes ficou irreconhecível para encarnar Temple, recomendo que assista pela tremenda lição que Temple nos oferece sobre as riquezas que podem existir mesmo onde não estamos acostumados a enxergá-las.

Uma frase do do filme ficou gravada em minha mente, ela diz que “É diferente dos outros, mas não inferior”.

Assista alguns trechos no Youtube: 
http://www.youtube.com/watch?v=cpkN0JdXRpM 
http://www.youtube.com/watch?v=TG6UI5BmhuA 

Leia mais em:
http://colunas.epoca.globo.com/menteaberta/2010/08/31/temple-grandin-a-autista-ph-d/
http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/works/item.php?id=17 

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10 plantas que ajudam a melhorar a qualidade do ar

Conforme artigo do G1, a poluição do ar muda a cor das plantas em um dos braços da Represa Billings. O ar poluído afeta a saúde da população, principalmente crianças e idosos, comprometendo a qualidade de vida de todos.

O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo aprovou parâmetros mais rígidos para medir a qualidade do ar, que se aproximam do que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Veja que interessante este artigo: plantas que ajudam a melhorar a qualidade do ar.

A gérbera reduz a concentração de benzeno, que pode aumentar o risco de leucemia, foto: TheBees

Você sabia que mesmo dentro casa não estamos a salvo da poluição do ar? Como os habitantes de países industrializados costumam passar de 80 a 90% do seu tempo em ambientes fechados, a poluição de interiores é considerada um dos maiores riscos do mundo à saúde pública. Mas existem algumas maneiras de minimizar o problema. Além de dar preferência  ao uso de tintas formuladas com matéria-prima natural, evitar produtos de limpeza que contenham compostos orgânicos voláteis (COV) e manter os dutos da ventilação ou do aquecimento bem limpos, você pode recorrer à ajuda de  plantas domésticas, pois existem algumas variedades que agem como purificadores naturais do ambiente. Elas não apenas convertem o dióxido de carbono em oxigênio, mas também removem da atmosfera elementos prejudiciais como o ozônio, o benzeno e o formaldeído. Confira abaixo algumas dicas de espécies que podem melhorar a qualidade do ar da sua residência:

Gérbera

Essa simpática flor é muito eficiente na remoção de tricloroetileno, substância cancerígena utilizada como solvente nos processos de lavagem a seco. Ela também pode ser usada para reduzir a concentração do benzeno, que pode aumentar os riscos de desenvolvimento de leucemia. Coloque um vaso dessa planta no seu quarto ou na sua lavanderia, desde que esses cômodos sejam bastante iluminados.

Clorofito

Ele sobrevive até aos donos mais relapsos. Também conhecido como gravatinha, o clorofito combate o benzeno, oformaldeído, o monóxido de carbono e o xileno, comum em solventes e outros produtos químicos.

O clorofito sobrevive até aos donos mais relapsos, foto: Istvan

Lírio da Paz

Tudo o que essa planta precisa para florescer é de um local com pouca ventilação e de uma boa sombra. De acordo com umestudo da Nasa, os lírios da paz são muito eficientes na eliminação dos três gases voláteis mais comuns – formaldeído, benzeno e tricloroetileno – e também combatem o tolueno, que quando inalado em pequenas quantidades pode causar cansaço, confusão mental, debilidade, perda da memória e náusea, e o xileno.

Dracena-de-Madagascar

Além de ser fácil de manter, a dracena pode ser utilizada para a remoção de tricloroetileno, xileno e formaldeído, substância que pode causar irritação dos olhos, nariz, garganta e pele. Pesquisas recentes relacionam a longa exposição a esse composto com o aumento da chance de desenvolvimento de esclerose múltipla.

Lírio-Amarelo

Ele absorve o monóxido de carbono, gás tóxico que pode provocar alteração na pressão sanguínea e sensação de sufocamento. É ideal para jardins, sacadas ou varandas.

Hera

Um estudo apontou que ela reduz a concentração de partículas de material fecal e de mofo no ar. O melhor local para manter essa planta é o quintal, mas lembre-se de colocá-la fora do alcance de crianças ou animais para evitar a ingestão acidental de suas folhas, que são tóxicas para o organismo.

A jiboia – verde mesmo sem sol , foto: FloresyPlantas

Crisântemo

Sua mãe podia até não saber, mas aquelas flores coloridas que ela mantinha em casa tinham uma outra função além de decorar o ambiente. Elas são ótimas para eliminar o benzeno.

Azaléa

Ela é uma boa opção para combater o formaldeído de fontes como a madeira compensada ou espumas isolantes e também é ótima para camuflar o odor forte do amoníaco. Uma dica é colocar um vasinho com essa flor no seu banheiro.

Jiboia

Essa é outra planta poderosa contra o formaldeído.  Uma opção é manter a jiboia –também conhecida como hera-do-diabo – na sua garagem, ainda que ela for coberta. Essa espécie se mantém verde mesmo na ausência de luz.

Babosa

Ela ajuda e eliminar o formaldeído e o benzeno, mas essa não é a única vantagem de se ter uma babosa em casa. O gel encontrado dentro de suas folhas pode ser aproveitado para aliviar cortes e queimaduras e para tratamentos estéticos. Se sua cozinha for bem iluminada, escolha um cantinho próximo à janela para cultivar essa planta.

Fontes:
http://www.oecocidades.com/2011/07/15/10-plantas-que-ajudam-a-melhorar-a-qualidade-do-ar/
http://g1.globo.com/sao-paulo/respirar/noticia/2011/07/poluicao-do-ar-muda-cor-das-plantas-ao-lado-da-represa-billings.html 

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Ajude a reflorestar a Mata Atlântica

Trata-se de uma campanha para a Fundação SOS Mata Atlântica plantar 8 mil árvores em regiões degradadas desse bioma. A cada 1000 clicks, o valor gasto para plantar uma árvore será doado para a ONG.

A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte no território brasileiro, abrangendo ainda parte do Paraguai e Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Abriga árvores que atingem de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas. 

Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Acompanhava toda a linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Nas regiões Sul e Sudeste a Mata Atlântica chegava até a Argentina e o Paraguai. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta. Seu clima é subtropical e tropical.

Atualmente, apenas 7,91% de seu tamanho original permanece intacto e, por isso, a necessidade de recuperá-la é grande. A Mata Atlântica é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta. Nela existem mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais mas, graças à degradação, 383 desses bichos estão ameaçados de extinção. Além disso, 7 das 9 bacias hidrográficas brasileiras – ou, mais objetivamente, a água que você bebe – dependem dessa vegetação.

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Por isso, click aqui: http://www.submarinoviagens.com.br/planteem1click/

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma entidade privada sem fins lucrativos, sem vínculos partidários ou religiosos, que possui atualmente 250 mil filiados.

Sua missão é promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental.

Saiba com ajudar a conservação da Mata Atlântica: www.sosma.org.br

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A ignorância e o corpo

Ao ler o texto a seguir, me lembrei do efeito placebo, que é mensurável ou observável sobre uma pessoa ou grupo. Um placebo é uma substância inerte, ou cirurgia ou terapia “de mentira”, usada como controle em uma experiência. O por quê de uma substância inerte, uma assim chamada “pílula de açúcar,” ou falsa cirurgia ou terapia fazerem efeito, não está completamente esclarecido.

Tenho lido reportagens sobre estudos realizados em várias partes do mundo onde testam a eficácia em  uma ampla gama de distúrbios, incluindo dor, hipertensão arterial e asma. O resultado tem sido impressionante: cerca de 30 a 40% dos pacientes obtiveram alívio pelo uso de placebo! Leia mais em http://drauziovarella.com.br/?s=placebo

http://www.youtube.com/watch?v=4CG7Vc2nfpY

Daí o Dr. Drauzio Varella ter razão, deveríamos conhecer um mínimo do funcionamento do nosso corpo.

Dr. Drauzio Varella

Por DRAUZIO VARELLA:

Tive que escutar um discurso interminável sobre a superioridade da medicina natural



Em matéria de corpo humano, a ignorância brasileira é crassa. Nosso currículo escolar devia dedicar mais tempo e atenção à anatomia e à fisiologia, para que as crianças se formassem com conhecimentos mínimos sobre o funcionamento do organismo. Não admitimos que nossos filhos estudem em colégio que não lhes ensine informática. Fazemos questão que se familiarizem com os computadores, sem os quais serão atropelados pela concorrência do futuro, mas aceitamos que ignorem a organização básica da estrutura da qual dependerão para respirar até o dia da morte.
Houvesse mais interesse em despertar no aluno a curiosidade de decifrar como funciona essa máquina maravilhosa, que a evolução fez chegar até nós depois de 3,5 bilhões de anos de competição e seleção natural, desde pequenos trataríamos o corpo com mais respeito e sabedoria e não daríamos ouvidos a teorias estapafúrdias, a superstições, ao obscurantismo e à pseudociência que faz a alegria dos charlatães.


Entendo que uma pessoa simples e sem instrução diga que fica gripada quando apanha friagem, que engorda por causa da tireoide ou que se queixe: “Sou agitada porque tenho sistema nervoso”. O que não consigo compreender é como gente que cursou as melhores faculdades e tem acesso irrestrito à informação de qualidade consegue conformar-se com tanta ignorância em relação ao corpo que a acompanhará pela vida inteira. Gente que diz “eu não faço febre”, que ao falar do baço aponta para o lado direito do abdômen, e que convive durante meses com sintomas de doenças graves, sem notar que existe algo errado.
 

Semanas atrás encontrei uma amiga, professora universitária, chocada com o médico que lhe havia receitado um analgésico para aliviar a dor de cabeça que a atacava no período pré-menstrual. “Também, o que se poderia esperar de um cidadão que confessou não saber em que século aconteceu a Revolução Francesa”, acrescentou com desdém. Por outro lado, estava encantada pelo naturalista que, em vez de contentar-se em tirar-lhe a dor, como faria qualquer alopata obtuso, propunha tratar a causa da cefaleia com pílulas que corrigiriam o equilíbrio energético do órgão em quem os brasileiros jogam a culpa de todos os achaques: o coitado do fígado. Como os anos me ensinaram a não questionar pensamentos mágicos nem crenças religiosas, juro que ouvi o relato com uma expressão facial tão impassível quanto se me houvessem contado que naquele momento garoava em São Petersburgo. A prudência foi de pouca valia, no entanto; tive que escutar um discurso interminável sobre a superioridade da assim chamada medicina natural e do valor nutritivo dos alimentos orgânicos. Depois de tudo, o epílogo: “Pena que você não acredita nessas coisas”.

Acreditar? A medicina é um ramo da biologia, ciência que se propõe a estudar os seres vivos e as leis que os regem, não é domínio da crença; não é religião. Invejo os homens que consertam o carro que dirigem. Quebrou na estrada, eles pegam as ferramentas, abrem o capô e reparam o defeito. Para resolver uma emergência dessas é necessário conhecer mecânica, entender como as peças foram engendradas e saber repará-las. Nessa hora, quem acreditaria em medidas alternativas para ativar a energia vital do motor com gotinhas pingadas no tanque de gasolina de duas em duas horas? Alguém faria o carro andar apenas com a força do pensamento positivo? O organismo humano é a estrutura mais complexa que conhecemos – alguns o consideram mais complexo do que o próprio Universo. Estudar os mecanismos responsáveis pela circulação e oxigenação do sangue, pela digestão dos nutrientes, ter uma ideia de como ocorrem as principais reações metabólicas e aprender que nosso corpo é uma máquina que se aperfeiçoa com o movimento é a melhor forma de evitar que ele nos deixe no meio da estrada. Em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, o ensino de ciências deve começar na pré-escola. Aprendendo desde cedo, as crianças incorporarão o pensamento científico à rotina de suas vidas e descobrirão belezas e mistérios inacessíveis aos que desconhecem os princípios segundo os quais a natureza se organizou.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1806201132.htm

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Cápsula que faz endoscopia

Nunca precisei passar por endoscopia, mas já acompanhei várias pessoas que fizeram o exame, além de ser desagradável demora um tempo para se voltar ao normal. Esta evolução do exame parece ser bem melhor e abrange todo o tubo digestivo.

Cientistas japoneses desenvolveram uma cápsula autopropulsora e comandada por controle remoto capaz de “nadar” através do tubo digestivo. Batizado de “Sereia”, o dispositivo conseguiu fotografar imagens do interior do estômago e do intestino de um ser humano. É a primeira vez que este tipo de recurso é usado, dizem pesquisadores da Universidade Ryukoku e do Colégio de Medicina de Osaka, cujo experimento foi apresentado durante uma conferência internacional sobre doenças digestivas, em Chicago, nos Estados Unidos.

Cápsula autopropulsora ''nada'' pelo aparelho digestino para realizar exames/ AFP

A cápsula em forma de girino mede cerca de 1cm de diâmetro e 4,5cm de comprimento e tem uma espécie de nadadeira atrás, permitindo orientar precisamente sua direção e localização. Os cientistas usaram uma espécie de controle para orientar os movimentos da cápsula, com a ajuda de um monitor. O “girino” endoscópio pode ser ingerido para um exame de estômago ou inserido via retal pelo intestino (cólon).

Cápsulas endoscópicas foram desenvolvidas nos anos 80 e são muito usadas, mas são movidas até hoje pelas contrações musculares ondulatórias. Já o novo modelo autopropulsor foi testado pela primeira vez em 2009 em estômago de cachorro, e foi sendo modificado e reduzido em seu tamanho.

– Ao controlar remotamente a cápsula, podemos fotografar com precisão a área que será examinada – disse o professor Kazuhide Higuchi, do Osaka Medical. – O dispositivo pode examinar o aparelho digestivo, do canal do esôfago ao intestino, em poucas horas. Reduz o desconforto em pacientes e pode ser usado para pesquisa de câncer e outras doenças em partes de difícil acesso.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/06/21/capsula-nada-pelo-tubo-digestivo-fotografa-intestino-924739032.asp

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Síndrome de Tourette

Ontem assisti o filme  “Front of the Class” (Primeiro da Classe) que conta a história de Brad Cohen, um rapaz que sofre da Síndrome de Tourette.

Confesso minha ignorância, não sabia do que se tratava. Devo até ter lido alguma coisa, só que não dei a devida atenção. O filme mostra os muitos obstáculos de Brad Cohem para conseguir se tornar professor e finalmente vencer o preconceito.

A Síndrome de Tourette é uma desordem neurológica ou neuroquímica caracterizada por tiques involuntários, reações rápidas, movimentos repentinos ou barulhos com a boca,  que ocorrem repetidamente da mesma maneira. Esses tiques motores e vocais mudam constantemente de intensidade e não existem duas pessoas que apresentem os mesmos sintomas. A síndrome se manifesta na infância e juventude, eventualmente atingindo estágios classificados como crônicos. Porém, no decorrer da vida adulta, frequentemente, os sintomas vão aos poucos se amenizando e diminuindo. Mesmo assim, até hoje ainda não foi encontrada uma cura para a Tourette.

Os referidos tiques são movimentos bruscos involuntários que podem se manifestar em qualquer parte ou conjunto de partes do corpo, mas tipicamente eles ocorrem no rosto e na cabeça – no rosto em forma de caretas repetidas e na cabeça como um todo em forma de movimentos bruscos, repetidos, de lado-a-lado.

As vezes os surtos vocais são repletos de obscenidades, sintoma conhecido como coprolalia, me lembro de ter visto isto ser explorado no South Park faz pouco tempo. Na realidade, esse sintoma ocorre em menos de 15% dos portadores de Tourette.

Infelizmente a síndrome de Tourette não é tão rara quanto se pensa. Estima-se que uma pessoa em cada grupo de 100 sofra de uma forma moderada da síndrome e que cerca de 200 mil americanos tenham a forma mais grave. Os portadores da síndrome de Tourette não apresentam tiques nervosos constantemente, os espasmos, conhecidos como tiques motores, geralmente ocorrem em ataques intermitentes. Alguns pacientes têm esses espasmos diariamente, outros, com menos freqüência. Os tiques podem incluir ações como piscar os olhos, chutar e fazer caretas.

Assista a seguir o trailer de um premiado documentário produzido pela HBO, em conjunto com a TSA (Associação Americana de Síndrome de Tourette), no qual 12 crianças com síndrome de Tourette relatam as dificuldades que enfrentam no dia a dia para serem aceitas e compreendidas. A proximidade entre as dificuldades enfrentadas por estas crianças e as dificuldades enfrentadas por crianças com gagueira é inescapável.

http://www.youtube.com/watch?v=ou-KVmw05R4 (legendado)

Raramente uma pessoa que sofre desta síndrome consegue controlar um mínimo de seus tiques e jamais por prolongados períodos de tempo. O termo síndrome de Tourette foi concebido em 1885 pelo neurólogo francês Gilles de la Tourette. No video abaixo temos um trecho do filme Front of the Class. No início o personagem principal, Brad Cohen, conversa com o pai e em seguida vemos ele quando criança em um concerto na escola. Os barulhos e tiques que ele faz são involuntários, ou seja, ele não consegue controlar tais movimentos. Quando o diretor o chama no palco, o menino explica que tem a síndrome de Tourette, fala que não tem cura e que não consegue controlar os movimentos.

Use CC para colocar legendas – http://www.youtube.com/watch?v=nWvKjgClh_0

Brad Cohen tornou-se professor e recebeu o prêmio de melhor educador da Geórgia. Atualmente tem uma fundação que ajuda pessoas portadoras da síndrome de Tourette. – http://www.classperformance.com/

No Youtube existem vários vídeos do Brad Cohen, neste é entrevistado em uma reportagem: http://www.youtube.com/watch?v=6hkQCd_edaE

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Síndrome_de_Tourette
http://coisasboasenovas.blogspot.com/2010/07/sindrome-de-tourette.html
http://saude.hsw.uol.com.br/tourette.htm

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10 coisas estúpidas que você faz no médico

Esta foi publicada no hypescience.com. Achei muito oportuno, tem gente que comete mesmo alguma destas besteiras. Acho que eu mesmo já fiz isto alguma vez…

Por mais que tente, a ginecologista Lissa Rankin jamais se esquecerá de uma paciente que planejou seu casamento enquanto estava deitada nua em sua mesa de exames. “A cada 15 segundos, o celular dela tocava e ela o atendia!”, lembra Rankin. “Era sempre ‘esse não é o bolo eu pedi’ e ‘não, o vestido é outro’ até que eu me enchi e lhe perguntei ‘desculpa, você está muito ocupada? Devo voltar mais tarde?’”, conta.

A noiva pode ter resolvido alguns pepinos para o casamento, mas ela estava principalmente sabotando seu próprio tratamento – e se tratava de uma visita muito importante, pois ela havia recém engravidado. Além de atender o telefone celular na sala de exames, esquecer quais medicamentos você toma e mentir para seu médico sobre seus hábitos pessoais de saúde são outras formas de comprometer sua saúde.

Diversos profissionais da saúde foram consultados para a elaboração da lista a seguir. Confira, de acordo com um ginecologista, um cardiologista, um especialista em medicina de reabilitação, uma médica de fertilidade e um especialista em medicina interna, quais são as 10 coisas que você, paciente, faz na hora da consulta e que podem prejudicar sua própria saúde.

Paciente deitada falando ao celular

1 – Falar no celular

O assunto agora é a sua saúde. Outras chamadas podem esperar. Desligue-o. Você não quer virar piada como a paciente da dra. Lissa, certo?

2 – Mentir

A própria ginecologista dá a dica: “Eu preciso te tratar da melhor maneira que eu puder. Por isso, se você é gay, diga-me. Se você bebe uma garrafa de tequila toda noite, eu preciso saber. Se você está tendo um caso e não usar preservativo, me conte”, adverte. “Prometo que não vou te julgar”.

3 – Não saber descrever sua dor

É súbita ou constante? É formigação ou queimação? As respostas ajudam seu médico a fazer o diagnóstico correto. Mas nem sempre você consegue fazer isso direito. “Você deve descrever a localização exata, quão intensa era a dor, o que provocou isso e quanto tempo durou”, ressalta Nieca Goldberg, diretor do Programa Coração da Mulher, da Universidade de Nova York, EUA.

“Durante a semana anterior à sua consulta, mantenha um diário de suas dores e seus outros sintomas”, aconselha o Loren Fishman, professor clínicode medicina de reabilitação na Universidade de Columbia. Ele sugere utilizar este tempo também para refletir sobre as perguntas que você quer perguntar ao seu médico.

4 – Não falar todas as razões para sua visita

Se sua orelha dói, o joelho fica exposto quando você corre e você tem um terçol no olho, diga tudo para que o seu médico possa programar a sua visita de forma eficiente, aconselha o Dr. Howard Beckman, um internista e clínicos professor de medicina na Universidade de Rochester.

5 – Não deixar claro suas expectativas sobre a consulta

Se você tem certas esperanças ou expectativas – que o médico retire uma pinta ou receite alguns antibióticos para sua orelha prejudicada – diga-lhe isso. Ele poderá, então, te explicar se suas expectativas são realistas e se você sairá do consultório mais feliz e informado.

“De vez em quando os pacientes estão fora da realidade, como a mulher de 44 anos que pretende engravidar em apenas uma tentativa de fertilização in vitro”, exemplifica Jamie Grifo, diretor do Centro de Fertilidade da Universidade de New York. “Se eles não me falam suas expectativas, então eu não tenho como resolvê-las”.

6 – Não saber quais medicamentos está tomando

A recomendação aqui é bem direta: “Os pacientes devem trazer uma lista de medicamentos que estão tomando. Não o que eles acreditam que deveriam tomar ou o que eles pensam que eu gostaria que eles tomassem”, aconselha Beckman.

Se você toma suplementos, Rankin sugere que você os leve à consulta. Uma vez que eles não são padronizados como os remédios prescritos, seu médico vai querer ver todos os ingredientes contidos.

7 – Não fazer perguntas e ir embora preocupado

Se você ainda possui uma pergunta na cabeça, faça-a, mesmo que você ache que o médico esteja com pressa. Se você está preocupado que sua dor de cabeça possa ser um tumor cerebral, exponha sua dúvida mesmo que soe como um hipocondríaco.

8 – Não levar seus registros médicos ou exames com você

Claro que hoje em dia temos máquinas de fax e computadores interligados para enviar os registros médicos para lá e para cá. Porém, sabemos que a tecnologia às vezes falha. Por isso, a menos que você tenha absoluta certeza de que seu médico já possui seus registros e exames, leve cópias à consulta.

9 – Ter medo de discordar do médico

Se seu médico diz que você precisa tomar um antidepressivo e você discorda, confronte-o em vez de balançar a cabeça, pegar a receita e jogá-la fora no minuto em que sair do consultório. Ou se o médico te prescreve uma medicação que você não pode pagar, é só dizer.

“Eu sei que muitos de vocês estão programados a não questionar o médico, mas nós não conseguimos ler a sua mente, por isso precisamos que você se comunique”, explica Rankin. “Se você não concorda com o plano de tratamento que eu sugeri e está pensando em não segui-lo, me avise de cara, senão estamos nós dois perdendo nosso tempo”.

10 – Não respeitar o tratamento

De acordo com os médicos consultados, este é tópico é o mais básico de todos. Se você seguisse todos os conselhos acima, você teria um plano de tratamento que faz sentido para você e que você é capaz de executar.

“Por favor, siga com o tratamento e faça o que você concordou em fazer”, pede Rankin. “E se você não fizer isso, por favor me diga, senão eu presumo que o tratamento tenha falhado. Eu não vou brigar com você. Eu só preciso saber”.

Fontes:
http://hypescience.com/10-coisas-estupidas-que-voce-faz-no-medico/

http://edition.cnn.com/2011/HEALTH/05/26/dumb.doctors.office.ep/

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