Arquivo da categoria: Política

Preconceito – os dois lados da moeda

Ives Gandra da Silva Martins

 O texto à seguir é atribuído a Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU, da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Não consegui localizar uma prova que tenha sido realmente escrito por ele, tampouco uma declaração dele em qualquer ponto da Internet que negasse tal autoria.

Antes assista ao vídeo, principalmente a segunda parte e veja a hipocrisia do brasileiro:

http://www.youtube.com/watch?v=jPG-N8aiKpQ

Se somos todos iguais perante a Lei, porque criar guetos sociais? O Brasil sempre foi conhecido por não alimentar ódios internos e, agora, há quem odeie porque foi preterido na escolha por um detalhe físico, por um detalhe comportamental, por um detalhe de origem.

Pergunto: é normal duas pessoas  de qualquer sexo se beijarem em locais público? Penso que se deve ter um comportamento adequado a nossa sociedade e deixar os beijos e afetos excessivos para os lugares reservados ou suas casas.

Antes de ter conotação jurídica, Família é um sentimento, uma realidade natural, chegando até o casamento ter status de sacramento para a Igreja Católica. Vivemos em um delicado momento da sociedade onde a família, que é a base da sociedade – art. 226 CF/88, se vê frágil como nunca, bastando observar-se o grande e crescente número de divórcios, crianças mandando em seus pais e os maltratando, drogas e alcoolismo destruindo o cerne das famílias, além de um sem fim de violências de todas as ordens. Não é admissível a intolerância de quem quer que seja, de pessoas que optem pela homossexualidade ou porque são de outra etnia.

Em São Paulo foi aprovado (falta sanção do prefeito) o projeto de lei 294/2005, que institui, no município de São Paulo, o Dia do Orgulho Heterossexual. Em breve a maioria de “incluídos” serão excluídos, para alegria das minorias, cada vez com mais direitos que o cidadão comum, que todos os Brasileiros deveriam ter.

Não sou a favor nem contra, muito pelo contrário… O que me chama a atenção é o fomento da rivalidade e discriminação, cada um que faça da sua vida o que achar melhor, mas sem ofender o direito do outro.

Para lembrar, como toda lei, a do Dia do Orgulho Hétero contém o artigo: “As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário”.

Leia abaixo e tire suas conclusões.


      Hoje, tenho eu a impressão de que o “cidadão comum e branco” é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros – não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também – passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.

Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos “quilombolas”, que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este “privilégio”, porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para “ressarcir” àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

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Dois quintos dos infernos

A expressão “QUINTO DOS INFERNOS” surgiu no século XVII, quando o Brasil Colônia pagava um alto tributo para Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”. Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

Afirma-se que o termo era dirigido aos cobradores de impostos, que ao exigir o quinto ouviam algo como “Vá buscar o quinto nos infernos!

Com o passar do tempo tomou a forma atualmente utilizada, onde “NOS” foi substituído por “DOS”, ficando: “quinto dos infernos“.
E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”. Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Charge, Tiradentes na forca e o padre pergunta: qual é seu último desejo, filho e Tiradentes responde: ... quero que os políticos dest país criem vergonha!

E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente! Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT, a carga tributária brasileira de 2010 chegou a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção.

A carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…

Acompanhe o Impostômetro http://www.impostometro.org.br/

Tela do site do "impostômetro", mostrando 575.764.180.947,81 em 27/05/11 às 09:23:36 h

Para que? Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O senadores e  deputados com sua legião de “diretores”, a festa das passagens, o bacanal com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar… E isto se estende aos três poderes.

Moeda de 1 real faltando pedaços

Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do “quinto dos infernos” para sustentar o que nos custa o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.

Quem diria que com o país já livre da tirania externa, mas subjugado pela tirania interna, pagamos em impostos algo próximo a “Cinco Meses” de trabalho, exclusivamente para pagar ao governo. Os outros sete meses, trabalhamos para garantir a precária contrapartida, a saúde, segurança, educação, transporte público, etc.

A luta por justiça e transparência tributária é, para a cidadania brasileira, tão relevante quanto a luta contra a ditadura. Sem justiça tributária, não há democracia, desenvolvimento ou justiça social. Daí por que sustentamos que essa é uma luta de todos: pobres e ricos, empresários e assalariados.

É mais que hora de começarmos um movimento por justiça tributária ou mesmo criarmos uma nova Inconfidência, caso contrário jamais realmente teremos uma verdadeira democracia e justiça social.

… E estão tentando implantar novamente a maldita CPMF!

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Corrupção nos Metrôs de São Paulo e Distrito Federal

Estamos tão acostumados, infelizmente, com a corrupção no Brasil que a gente não se abala mais. Deveríamos!
O noticiário é farto, assim como absurdo. Experimente entrar num destes portais de notícias e buscar por “corrupção”, só para ver o número de itens encontrados.

A notícia divulgada com exclusividade no Portal R7 e no Jornal da Record, no dia 14 de fevereiro de 2011 e denuncia esquema de propina nos metrôs de São Paulo e do Distrito Federal, incluindo a alemã Siemens e a francesa Alstom, empresas que venceram licitações públicas para realizar as obras do metrô paulistano, nos governos de Geraldo Alckmin e José Serra e brasiliense, no governo de José Roberto Arruda e Joaquim Roriz. São acusadas do pagamento de propinas que envolvem offshores (paraísos fiscais) sediados no Uruguai e a CPTM paulistana.

No dia 15 de fevereiro foi protocolado no Ministério Público Estadual (MPE-SP), um documento para ser anexado ao processo que desde 2008, apura denúncias de corrupção entre empresas multinacionais e o Metrô de São Paulo.
O documento sugere o pagamento em valores que ultrapassavam US$ 8 milhões, em propinas para as autoridades de São Paulo e do Distrito Federal, o que representa em torno de 7,5% do valor total dos contratos, segundo o deputado estadual Simão Pedro (PT). Foi anexada ao documento uma carta assinada por uma testemunha da Siemens que foi enviada ao porta-voz da empresa em 2008. O conteúdo escrito dá detalhes de todo esquema de repasse de verbas ao Brasil. Uma documentação bem mais ampla foi enviada em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners,  da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.

A notícia é antiga, casos envolvendo estas empresas já circulam desde 1995, será que os governantes conseguirão camuflar e engavetar novamente a investigação que está sendo instaurada, inclusive por Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) nos estados envolvidos? Honestamente? Tenho certeza que não vai dar em nada!

Veja o vídeo e a íntegra da notícia:

Vídeo original em http://noticias.r7.com/videos/multinacionais-estariam-envolvidas-em-esquema-de-propina/idmedia/932ec59c6028ffa25d89f3b332426592-1.html

Depois da denúncia do R7, o governo do DF vai rever os contratos do metrô de Brasília – http://noticias.r7.com/videos/governo-do-df-vai-rever-contratos-do-metro-de-brasilia/idmedia/0092d3f3a200d46a9d5463cda209bc72.html

Como disse no início, o caso é antigo, os meios de comunicações, assim como os jornalistas e colunistas informam, denunciam e esclarecem, mas também desinformam e acobertam, cabe a você tentar decifrar a intenção e os interesses envolvidos. Também é preciso tomar muito cuidado com as informações da internet, a maioria dos blogs só faz repetir a notícia, sem pesquisar e ataques gratuitos são lançados contra a mídia, muitas vezes inocentemente. Use sua cabeça!

Veja este vídeo de 2010, quando o resultado de licitação do metrô já era conhecido seis meses antes e desanime-se:
Vídeo original em
http://noticias.r7.com/videos/ministerio-publico-estadual-investiga-o-caso-da-fraude-na-licitacao-da-linha-lilas-do-metro-de-sp/idmedia/14bea144194edf168d00982d6d5401c2-1.html

Segundo a testemunha entrevistada pelo R7, o esquema envolve os contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo; entrega e a manutenção dos trens série 3000, conhecidos como trem alemão, para o governo paulistano e contrato para a conservação do metrô do Distrito Federal.

A Justiça britânica já investigava se Alstom pagou propina para garantir contratos públicos em SP. Os funcionários da empresa teriam pago mais de R$ 200 milhões (US$ 120 milhões) em propinas para garantir contratos públicos em todo o mundo. Parte teria vindo para o Brasil, num caso em que a Justiça Suíça já informou ao MP (Ministério Público).
Os envolvidos seriam Stephen Burgin, presidente da unidade inglesa da Alstom, e Robert Purcell, diretor financeiro.
A francesa Alstom e a alemã Siemens também foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina à autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
Já a propina paga pela Alstom em diversos países, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com a Justiça suíça.
As duas companhias são concorrentes, mas quando conveniente, tornavam-se aliadas.
Para trazer o dinheiro ao Brasil o esquema conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. A testemunha mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores, que teriam sido utilizadas também em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).

Há dois anos, parte dos documentos foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7. O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”.

Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”.

Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”.  A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.

O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.

Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”.

Fontes:
http://www.metroviarios.org.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=643&Itemid=10

http://www.vermelho.org.br/sp/noticia.php?id_noticia=145760&id_secao=39
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/justica-britanica-apura-se-alstom-pagou-propina-para-garantir-contratos-publicos-em-sp-20110119.html
http://noticias.r7.com/cidades/noticias/contratos-com-terceiros-seriam-parte-de-esquema-diz-fonte-20110214.html
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,alstom-e-investigada-por-pagar-propina-por-obra-em-metro,168167,0.htm
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL454662-9356,00.html
http://correiodobrasil.com.br/rede-de-corrupcao-em-empreiteiras-do-metro-vaza-para-imprensa-paulistana/188043/
http://www1.folha.uol.com.br/poder/820054-resultado-de-licitacao-do-metro-de-sao-paulo-ja-era-conhecido-seis-meses-antes.shtml

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Potencial do Brasil do ponto de vista dos norte-americanos

Um assunto bom para esta época de carnaval. Enquanto quase muitos estão embotados pela orgia, álcool e liberação da libido, alguns podem curtir a relativa tranquilidade do feriadão, até porque, por tradição o ano só começa depois do carnaval.

Então, desejo a todos um próspero ano novo, com um PIB na rabeira do crescimento mundial e vivendo o dilema de não poder ultrapassar uma taxa real de 4,5%, sob pena de fazer disparar a inflação.

Este vídeo é muito interessante, mas gostei muito foi de ler os comentários a respeito. Cada um tem direito de pensar o que quiser, e isto é maravilhoso!

A Reportagem do 60 minutes da CBS (http://www.cbsnews.com/sections/60minutes/main3415.shtml), mostra o potencial do Brasil do ponto de vista dos norte-americanos.

Note a comparação de Brasília com a cidade dos Jetsons (antigo desenho animado futurista), da alta tolerância dos brasileiros a corrupção, a falta de ambição e ao jeitinho brasileiro.

Assista primeiro o vídeo, está com legendas em português: http://www.youtube.com/watch?v=DMM7OJ_Kj9I

O primeiro entrevistado, Eike Fuhrken Batista (Governador Valadares, 3 de novembro de 1956) é um magnata e empresário brasileiro que atua em várias áreas, com destaque para os setores de mineração e de petróleo. É conhecido por sua ousadia nos negócios, a ponto de ser considerado às vezes um “aventureiro”. Antes conhecido por ser ex-marido de Luma de Oliveira e filho de Eliezer Batista, ex-ministro de Minas e Energia. Com um patrimônio avaliado em 27 bilhões de dólares, foi listado em 2010 pela Revista Forbes como a 8ª pessoa mais rica do mundo, sendo o primeiro colocado dentre todos os sul-americanos e os que falam a língua portuguesa. A mesma revista o posicionou como a 58ª pessoa mais poderosa do mundo, considerando-o como o brasileiro mais poderoso após a atual Presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
Quando o Brasil descobriu o petróleo do pré-sal, Eike apostou e se deu bem. A grande sacada dele foi fazer uma empresa de petróleo, com a equipe que contratou e com a capacidade de trabalho pessoal, tinha certeza de que quem comprasse ação e o capitalizasse para tocar essa empresa ficaria milionário junto com ele. E o mercado acreditou.

Não há nada de concreto. O pré-sal está lá. E aí? Existe uma camada gigantesca a ser perfurada, ainda mais considerando a lâmina d’água, mas se alguém pode fazer isto, com certeza é o Brasil. Nenhuma gota de petróleo ainda foi retirada, mas os planos parecem sólidos, a confiança depositada no nome de Eike Batista é quase um cheque em branco por parte de tantos investidores.

O segundo entrevistado é o ex-presidente Lula, de quem não preciso comentar.

O terceiro entrevistado, Eduardo Bueno, Peninha. É escritor, jornalista, editor, cartunista e tradutor.
Gaúcho, começou no jornalismo aos 17 anos, como repórter do jornal Zero Hora, onde ganhou o apelido que o acompanha até hoje. Seguindo a carreira de jornalista, trabalhou nos principais órgãos de imprensa do país, como O Estado de São Paulo, Rede Globo, revista Manchete, TV Cultura, entre outros. No entanto em sua entrevista detona com o próprio país. Não considera o Brasil como um país sério, onde as pessoas dizem que farão algo, e simplesmente não o fazem. Disse não acreditar em estarmos prontos para a Copa.

Não percebe o esforço de um povo que está tentando se desenvolver. Sabemos que ainda falta muito. Mas acho que estamos no caminho, foi dada a arrancada, temos que prosseguir. Fazer demagogia com uma sociedade que está querendo crescer é torcer contra.

Em parte até concordo com ele, mas não de um modo genérico. A nossa carga tributária é elevadíssima e não vejo retorno, a infraestrutura é baixa qualidade, isto quando existe. O câmbio oscila dependendo de interesses de exportação, das commodities e outras coisas que o governo inventa.

O povo está acostumado com a corrupção governamental, com a falta de incentivos à educação, que já não liga mais, com exceção de uns poucos.Temos muitos recursos naturais, alguns em abundância, outros nas mãos de poucos.

Durante oito anos o Lula fez algumas coisas, dentre elas assinou um bom aumento salarial para os políticos, dentre eles, o próprio, com uma invejável aposentadoria.

Sentimos orgulho de ser brasileiro. Eu não desisti nunca deste país, sempre tive boa vontade e esperança que um dia a desonestidade, ganância e corrupção sejam punidas. Só não acredito que ainda veja isto acontecer.

Para ser honesto, só vou saber se estou correto dentro de alguns anos, quando a história nos julgar. Sim, porque fomos nós, os eleitores, que colocamos no governo quem achamos que era o “menos ruim”.

Depois de assistir o vídeo, sem pensar muito, meu orgulho cresceu. Como li em um comentário do YouTube: (♪♫) 90 milhões em ação Pra frente Brasil, no meu coração. Todos juntos, vamos, pra frente Brasil Salve a seleção! … (♫♪♪) Todos juntos, vamos pra frente Brasil! Brasil! Salve a seleção! Todos juntos, vamos pra frente Brasil! Brasil! Salve a seleção!

Isto foi em 1970!

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Deputado diferente

Saiu na revista Veja, edição 2203 de 09/02/2011 – Página 68, uma matéria com o título “Deputado diferente” a revista mostra que o deputado federal novato José Antônio Reguffe abriu mão de dois salários e reduziu a verba de atividade parlamentar e o número de assessores. Alerto para o fato de que esse tipo de glorificação vindo da Veja é para se ler com cuidados…

Não estou afirmando, mas pode ser que seja pura demagogia, uma forma de chamar a atenção em busca de notoriedade.
Tomara que esta atitude seja um paradigma para todos os congressistas e crie constrangimentos. Na verdade, acho que eles estão rindo e ridicularizando esta atitude, não abrindo mão da mordomia a que estão acostumados.

Acho que ainda é cedo pra considerar este deputado um exemplo da moralidade pública, isto o tempo dirá!
A matéria do jornalista Paulo Celso Pereira:

José Antônio Reguffe, de 38 anos, foi o deputado  federal mais bem votado do país em termos proporcionais. Escolhido por 266.465 eleitores, o equivalente a quase 19% dos que foram às urnas no Distrito Federal, ele superou fenômenos televisivos como Tiririca, e integrantes de clãs políticos tradicionais. No primeiro dia de trabalho, o parlamentar expediu seis ofícios à diretoria-geral da Câmara. Abriu Mao do 14º e 15º salários, reduziu o número de assessores no gabinete, cortou gastos com salários de assessores e diminuiu sua verba de atividade parlamentar. Como morador de Brasília, naturalmente também abriu mão do auxílio-moradia e das passagens aéreas.

As medidas resultarão numa economia de 2,4 milhões de reais nos próximos quatro anos. Se elas fossem seguidas por todos os 513 deputados, a economia chegaria a 1,2 bilhão no mesmo período. Reguffe tomou medidas idênticas quando exerceu o mandato de deputado distrital em Brasília. Além de ter demonstrado que é possível um parlamentar trabalhar sem mordomias, em excesso, o deputado brasiliense teve uma votação que prova com isso está em sintonia com o que pensa o eleitor.

Quinze salários – O primeiro ofício  que José Antônio Reguffe enviou à diretoria-geral da Câmara foi para pedir que não fossem depositados em sua conta os dois salários que os deputados recebem anualmente chamados de “ajuda de custo”. Trata-se, na prática, de um 14º e um 15º salários, de 26.723,13 reais cada um. Ao longo dos quatro anos de mandato, a medida levará a uma economia de 213.786,04 reais para a Câmara. “Esse foi um compromisso com meu eleitor. Não acho que seja correto que um deputado tenha direito a salários extras. Todo trabalhador recebe treze salários por ano. Portanto, nada mais lógico que um representante desse trabalhador também receba apenas treze salários por ano. É o justo”.

Cota parlamentar – A Câmara criou uma cota para custear os gastos dos parlamentares com seu trabalho. Com valores que vão de 20.030 a 34.000 reais mensais, o dinheiro deveria ser usado para pagar despesas com passagens aéreas, selos, telefone, combustível, aluguel de carros e pagamento de consultorias. Como á fiscalização é muito frouxa, são freqüentes os indícios do uso irregular. Reguffe pediu que sua verba fosse reduzida de 23.030 reais para 4.600 reais. Em quatro anos a economia com a medida será de 884.640 reais. “Esse valor de 23.030 reais é exorbitante, excessivo. O mandato parlamentar pode ser exercido com qualidade a um custo bem menor para os contribuintes. Pela minha experiência na Câmara Legislativa, acho que 4.600 reais é um valor viável. É suficiente para manter o gabinete funcionando”.

Verba de gabinete e assessores – Os deputados têm direito a 60.000 reais para contratar até 25 assessores para seus gabinetes. Reguffe estabeleceu junto à direção da Câmara que terá no máximo nove assessores e que não gastará mais que 48.000 reais com os vencimentos, uma redução de 20% na verba. Só com salários a economia será de 624.000 reais ao longo dos quatro anos. Mas ainda há o enxugamento de benefícios. Apenas com vale-alimentação dos dezesseis funcionários que não serão contratados, a Câmara economizará 514.560 reais até 2014. “O número de assessores a que um parlamentar tem direito é excessivo. Nós precisamos de bons técnicos para exercer um mandato digno. Agora, 25 assessores… Se todo mundo vier trabalhar, o gabinete não comporta a metade. É um gasto que parece servir como uma espécie de estatização de cabos eleitorais. Eu tenho um gabinete que vai me servir bem, que vai me dar amparo, sem precisa de tanta gente.

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