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Maús hábitos

Paulo Ricardo Mubarack, autor do livro Empresas Nuas, que em breve deverá estará a venda, escreveu este artigo que sou obrigado a assinar embaixo:

Clique no link para abrir ou baixar o arquivo no formato Word (doc) Maus Hábitos

Aqui tem mais alguns artigos bons para leitura: http://www.mubarack.com.br/artigos_mais.html

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Hyperphoto – Jean François Rauzier

Jean François Rauzier usa uma técnica criada por ele mesmo: cria imagens gigantescas, em alta resolução, com uma capacidade de zoom espantosa.

Nascido em 1952, desde criança foi fascinado pela fotografia, tem explorado a arte como pintor e escultor, mas a fotografia que chama de “Hyperphoto”  lhe permitiu ser laureado pelo preço das coleções exibidas em todo o mundo. Tem muitas fotos espetaculares, mas a panorâmica de Paris onde está representado o Rio Sena, a Torre Eiffel, as diversas pontes da cidade e o Sacré Coeur, ao longe, é um caso a parte, o zoom nessa imagem vai  até você poder saber exatamente o que há por detrás das janelas dos edifícios mais próximos. Pode contar quantas pessoas estão em cada divisão, se se trata de uma sala ou de uma cozinha e comparar os diferentes móveis dos apartamentos, é impressionante. Veja o quê digo em http://www.rauzier-hyperphoto.com/paris/

Parece trabalho da NASA ou coisa do Google, mas são, na verdade, as fotografias hiper-detalhadas através da montagem de centenas ou até milhares de fotografias de alta qualidade. É criada uma imagem de hiper-resolução que leva ao extremos tanto o detalhe como a perspectiva. Cada colagem leva entre 600 e 3400 fotografias individuais que são tiradas individualmente, num período de tempo que pode chegar a duas horas. A demora neste trabalho é a junção das fotografias e o trabalho em Photoshop de modo que o espectador não possa distinguir onde começa uma imagem e termina outra. Mesmo que o trabalho utilize uma perspectiva de 360º, como pode ser visto na hiper-foto de Paris, sempre existe a imprevisibilidade do resultado final.

Há muito a ser explorado no site do fotógrafo: http://www.rauzier-hyperp/foto.com/ mas tem umas bem diferentes em http://www.hyper-photo.com/hyperpano/interface/cooliris/ que nem acho serem as melhores, mas são muito loucas e criativas.

Fonte:
http://obviousmag.org/archives/2010/02/jean_francois_rauzier_fotografias_hiper-detalhadas.html

Parece algo digno do satélite mais poderoso da NASA, mas são, na verdade, as fotografias hiper-detalhadas do francês Jean François Rauzier. Ou simplesmente as hiper-fotos, como o seu autor lhes chama. Através da montagem de centenas ou até milhares de fotografias de alta qualidade, é criada uma imagem de hiper-resolução que leva ao extremos tanto o detalhe como a perspectiva. Cada colagem leva entre 600 e 3400 fotografias individuais que são tiradas individualmente, num período de tempo que pode chegar às duas horas – o que, pensando bem, não é assim tanto.

O que demora mais neste trabalho é a junção das fotografias e o trabalho em Photoshop: Rauzier assegura que o espectador não possa distinguir onde começa uma imagem e termina outra. Mesmo que o trabalho utilize uma perspectiva de 360º, como pode ser visto na hiper-foto de Paris, daí a imprevisibilidade do resultado final.

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Biblioteca Digital Mundial

Em 17 de outubro de 2007, a Organização Científica, Cultural e Educacional (UNESCO) e a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos assinaram um acordo para a criação de uma biblioteca digital mundial.
A World Digital Library (WDL ou BDM, em português) digitalizou materiais raros de bibliotecas e outras instituições culturais pelo mundo, tornando seu conteúdo visível na internet.
Segundo a UNESCO, o protótipo do projeto foi desenvolvido com instituições parceiras: Bibliotheca Alexandrina, Biblioteca Nacional do Egito, Biblioteca Nacional do Brasil, Biblioteca Nacional da Rússia e Biblioteca do Estado Russo. Hoje possui um grande números de associados que são, principalmente, bibliotecas, arquivos ou outras instituições que possuem coleções de conteúdo cultural, as quais contribuem para BDM
Um aspecto importante do projeto é levar as bibliotecas digitais aos países em desenvolvimento, possibilitando a participação de todos os países na World Digital Library.
A Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, representa o Brasil, especificamente para a língua portuguesa.
A BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL, reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.
A Fundação Biblioteca Nacional, participa do projeto com a Coleção D. Thereza Christina Maria, doada por D. Pedro II à FBN. O material tornou-se o primeiro conjunto documental brasileiro considerado patrimônio da humanidade, quando foi inscrito no Registro Internacional da Memória do Mundo da Unesco, em 2003. Mapas e cartas náuticas dos séculos XVI, XVII e XVIII, que mostram antigas fronteiras do continente, também estão dentre as publicações brasileiras.
Entre os documentos mais antigos há alguns códices pre-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562″.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Cada obra aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete  sete idiomas: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português.
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente em www.wdl.org , sem necessidade de se registrarem.

Com um simples clique, podem-se passar as páginas um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.
Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

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Livro reúne 333 ‘causos’ borgianos

Este meu homônimo nunca me causou problemas, pelo contrário, passei bons momentos lendo seus livros. Livros que nem sempre são fáceis de serem entendidos. O primeiro que li foi Ficções, achei complicado, mas embarquei na história com vontade.

Não tenho todos os livros, mas acho que estou perto de completar a coleção.

Do http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/livro-reune-333-causos-borgianos/

O
escritor argentino Jorge Luis Borges poderia ter morrido atropelado em
uma rua londrina por uma brincadeira do colega cubano Guillermo Cabrera
Infante nos anos 70. Uma noite os dois caminhavam juntos na direção da
praça Berkeley quando o escritor cubano, suspeitando que o colega
argentino não era um cego verdadeiro, mas apenas um farsante para
“emular Milton e Homero”, decidiu deixar Borges sozinho no meio de uma
rua com intenso tráfego de automóveis. Os táxis e carros esquivavam o
autor de “Ficções” e “O Informe de Brodie”, enquanto este – sozinho – continuava lentamente atravessando a rua. “Borges estava impassível, talvez devido à sua condição de discípulo do (bispo e filósofo George) Berkeley. Isto é, já que ele não via os carros, estes não existiam. Corri para resgatar Borges e o levei a um lugar seguro”, explicou posteriormente Cabrera Infante.

Este causo – junto com outros 332 – foram recopilados pelo escritor e jornalista argentino Mario Paoletti em “O outro Borges – Anedotário completo”
– recém-lançado em Buenos Aires pela editora Emecé. A maior parte dos
“causos” mostram as irônicas opiniões – e atitudes – de Borges sobre
religião, literatura, política e religião, entre vários outros assuntos.
Segundo Paoletti, nenhum outro escritor no mundo hispano-americano
gerou tantos “causos” como Borges. “Não é impossível que isto se transforme em um subgênero literário”, diz.

BLEFE – No livro, Paoletti conta duas cenas vistas
pelo escritor Blas Matamoros nos EUA com Borges. Em uma delas, uma
pessoa diz ao escritor argentino: “Borges, o senhor é um blefe”. Borges respondeu: “sim, mas leve em conta que é involuntário…”.

Na outra cena um estudante contestador grita ao escritor: “você, Borges, está morto!”. Borges retrucou: “é verdade, só existe um erro nas datas”.

DEUS, A VIRGEM E O MOTOR – O editor
polonês-americano Walter Bara, da editora McGraw-Hill conta a yBorges
que havia estado em um avião que quase estatelou-se no chão porque um de
seus motores havia desprendido da fuselagem. No entanto, depois de uma
vertiginosa queda, o piloto conseguiu equilibrar o avião e aterrissar.
Bara cumprimentou o piloto efusivamente. Mas, os outros passageiros
ficaram zangados com ele, já que atribuíam a salvação de suas vidas à
uma medalhinha da Virgem Maria que uma das passageiras pegou em sua
maleta quando o avião caía. Borges ouviu o relato e comentou: “isto
é, Deus havia ordenado que o motor se soltasse e que eles morressem.
Mas, graças a um apelo à Virgem, intervém um subalterno de Deus
(a Virgem em questão) e muda os planos. Como alguém pode pensar assim?”.

Borges empunha um pequeno punhal para uma cena de um documentário rodado nos anos 70 na Argentina. Para ver o trailer desse documentário, “Borges, um destino sul-americano” (no 1:21 min. está a imagem acima), clique aqui.

SINCERIDADE E CALOR – Em um dia de calor sufocante
Borges chega à casa do amigo e escritor Adolfo Bioy Casares, na elegante
rua Posadas, no bairro da Recoleta, para almoçar (costume que manteve
durante décadas, todos os dias). Os almoços eram embalados por conversas
sobre filosofia e literatura. Mas, ao entrar, cumprimenta o amigo e
diz: “o calor é o assunto natural. Sejamos sinceros: falemos sobre o calor”.

LUGAR ERRADO – Adolfo Bioy Casares, Silvina Ocampo
(mulher de Bioy) e Borges vão a um velório. Mas, não encontram a casa. E
de quebra, não lembram do nome do morto. Outro dia, o trio vai a um
lugar onde Borges terá que proferir uma palestra. No entanto, entram,
por engano, na casa errada, onde está sendo celebrado um casamento.
Cumprimentam todas as pessoas e só percebem que a conferência não é ali
quando os noivos aparecem.

SINCERIDADE E ESTADO – Durante uma entrevista à
revista portenha “Siete Días” em 1973 o jornalista conversava com Borges
sobre as modalidades de Estados.

– Sr. Borges, que tipo de Estado desejaria?

Um Estado mínimo, que não fosse notado. Morei na Suíça cinco anos e ali ninguém sabia o nome do presidente.

– A abolição do Estado que o senhor propõe tem muito a ver com o anarquismo.

– Sim, exato, com o anarquismo de Spencer, por exemplo. Mas não sei se somos suficientemente civilizados para chegar ali.

– Acredita seriamente que tal Estado é factível?

– Evidentemente. Mas, uma coisa é verdade: será preciso esperar 200 ou 300 anos.

– E enquanto isso, Borges?

– Enquanto isso a gente se f…

SER OU NÃO SER – O livro conta que em uma ocasião o
poeta Eduardo González Lanuza, amigo de Borges desde a adolescência,
caminhava pela rua Florida, em pleno centro portenho, quando
repentinamente vê o autor de “O Aleph” sozinho, no meio da
multidão que caminha apressada. Borges, cego, estava com sua bengala no
meio-fio, esperando para atravessar a rua. O poeta coloca a mão em cima
do ombro do amigo e diz: “Borges, sou eu, González Lanuza”. Borges gira a cabeça e após uns segundos, responde: “é muito provável”.

GASTRONOMIA – Paoletti relata que em uma entrevista
em Roma um jornalista europeu tentava colocar Borges em uma situação
constrangedora. Mas, como não conseguia, recorreu a uma pergunta que
considerou que seria muito provocante: “em seu país ainda existem canibais?”. Borges, imediatamente, respondeu: “já não existem mais… devoramos todos eles”.

Borges e Beppo. O gato – ao qual o autor dedicou vários poemas –
não era seu, mas sim, de sua empregada, Fanny. Quando Beppo morreu, os
dois o enterraram em um cantinho da praça San Martín, a um quarteirão do
edifício onde Borges morava (na esquina das ruas Maipú e Marcelo T. de
Alvear).

SÉCULO – Um jornalista entrevista Borges em Paris em um estúdio de gravação. Em meio à conversa, o jornalista pergunta a Borges:

– O sr. percebe que é um dos grandes escritores deste século?

Borges fica quieto durante uns segundos e responde:

– É que este foi um século muito medíocre…

METAFORICÍDIO – O livro também conta como Borges um dia foi ao banco, onde uma funcionária lhe disse: “embora eu saiba (de memória) qual é seu saldo bancário, vou verificá-lo, pois não gostaria de dizer uma coisa e que seja outra”. Borges depois relatou ao amigo Esteban Peicovich: “essa senhorita acabou de assassinar a metáfora”.

CASTELO – Paoletti também conta – baseado no relato
do poeta José Bergamin – que nos anos 50 Borges foi à Montevidéu para
uma série de conferências. Mas, antes de iniciar, começou a colocar
sobre a mesa uma pilha de livros. No entanto, ao longo da palestra, não
usou nenhum dos livros ali colocados. Ao terminar a conferência Bergamín
aproximou-se de Borges e perguntou qual havia sido a utilidade de
tantos volumes que não consultou. Borges respondeu: “eu os uso como
ameia”.

Borges, ilustrado pelo cartunista uruguaio Alberto Breccia para o
comic “Perramus”, no qual o escritor envolve-se em uma delirante trama
política-policial de realismo fantástico.

PREMATURA – Anos antes da morte de Borges em 1986 na
Suíça, os jornais franceses, além do New York Times, publicaram a
notícia de que ele havia morrido. Preocupado, o ensaísta Ulysses Petit
de Murat tentou entrar em contato Borges, até que conseguiu encontrá-lo e
confirmar que estava vivo. Murat expressou a Borges seu desagrado pela “notícia apócrifa de sua morte”. Borges corrigiu: “apócrifa não…somente prematura”.

Borges fala sobre “o rigor da ciência”. Aqui.

JLB recita seu poema “Everness”. Aqui.

E o “Poema de los dones”, aqui.

Em uma entrevista Borges sustenta que “o barroco é uma soberba do escritor”. Aqui.

E minha conferência preferida, “A Cegueira”, aqui.

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