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Curiosidades

A tênue camada que chamamos de atmosfera

André Kuipers é o segundo astronauta holandês a voar no espaço. Em 2004, ele participou pela primeira vez da missão DELTA, de onze dias na Estação de Espacial Internacional (ISS). Ele estudou medicina na Universidade de Amsterdam, trabalhou como médico na Royal Air force e pesquisou a desorientação espacial no espaço, doença comum em pilotos e astronautas. Em 1991 começou a trabalhar na Agência Espacial Europeia (ESA), como coordenador do experiências fisiológicas no espaço.

Quando na Estação de Espacial Internacional (ISS) ele tirou muitas fotos, disponíveis no seu Flickr – vale a pena visitar! Dentre muitas, chama a atenção esta a seguir.

Himalaia visto do espaço – por Andre Kuipers

Desta perspectiva, note como é tênue a camada com todo o ar que respiramos. A cordilheira do Himalaia, com seus picos com mais de 7000 metros de altitude, fica exposta ao espaço.

Existe ar naquela altitude, mas é rarefeito, de tal forma que alpinistas só podem visitá-lo por pouco tempo e ainda assim respirando oxigênio de garrafas.

O topo do Monte Everest, com 8848,43 m (rocha), representa menos de um milésimo do diâmetro da Terra. A troposfera, camada inferior da atmosfera, mede de 8 a 15 km, mas o ar respirável só existe em altitudes inferiores.

Bolas de bilhar

Se você pintar uma bola de bilhar com uma fina camada de tinta, esta única demão de tinta terá o dobro da altura do Everest, comparando com o tamanho do nosso planeta. A atmosfera está presa à Terra pela gravidade, que mantém esta ínfima e instável quantidade de ar, que é tudo que consideramos o mundo em que vivemos.

Cordilheira do Himalaia

Fontes:

http://blogs.esa.int/andre-kuipers/
http://www.flickr.com/photos/astro_andre/
http://goo.gl/6Q4zt
http://goo.gl/bckeB

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A fantástica matemática da vida

Um ano após a tragédia que atingiu o Japão, ainda nos chegam histórias sobre a maneira peculiar de pensamento do povo japonês.  Foram tão graves os danos causado pelo tsunami à usina nuclear de Fukushima que o  governo do Japão decidiu conceder um trilhão de ienes (US$ 12,6 bilhões) para a Tokyo Electric Power Co. (Tepco), operadora da usina. A Tepco ficará sob controle temporário do Estado japonês enquanto lida com os problemas causados pelo desastre natural e pelo acidente nuclear. O plano de estatização temporária da Tepco prevê que a empresa deve voltar ao lucro em dois anos e trabalha para estabilizar a usina e indenizar dezenas de milhares de vítimas da pior catástrofe nuclear desde Chernobyl.

O engenheiro aposentado Yasuteru Yamada teve ideia quando assistia imagens do desastre pela TV

Logo após o desastre, um grupo de mais de 200 aposentados japoneses se ofereceu para enfrentar a radiação em Fukushima. Em sua maioria engenheiros, queriam substituir trabalhadores mais jovens no perigoso trabalho de manutenção da usina nuclear, já que os reparos envolvem altos níveis de radioatividade cancerígena.

A notícia é antiga, de 31 de maio de 2011, não sei se conseguiram seu intento, já que o governo japonês e a companhia estavam avaliando a proposta . O que nos chama a atenção é a lógica simples e assombrosa. O engenheiro aposentado Yasuteru Yamada, de 72 anos, insiste que o grupo não é suicida. Afirma Yamada:

“Em média, devo viver mais uns 15 anos. Já um câncer vindo da radiação levaria de 20 a 30 anos para surgir. Logo, nós que somos mais velhos temos menos risco de desenvolver câncer”, 

Na contramão do individualismo, os idosos querem ser úteis em seus últimos anos, permitindo que jovens possam chegar à idade deles com saúde.

Leia a matéria na íntegra e assista ao vídeo da reportagem em http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2011/05/110531_fukushima_aposentados_video.shtml

Fontes:
http://is.gd/SnPVXK  

http://is.gd/Airjtp

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Homenagem à um casal deficiente visual

Emocionante a história de Zahra e Pascual,  filhos de pais cegos, que decidem surpreende-los para comemorar suas bodas de prata. Vivem em Granada, Espanha ( 37.176487°, -3.597929°). 

A mãe tem uma deficiência visual de 70 por cento e o pai é completamente cego. Dada a proximidade do 25º aniversário de casamento, os dois jovens decidiram organizar uma surpresa.

O filme conta a verdadeira história de Páscoa e Merche, no dia de seu aniversário. Seus filhos organizaram uma festa para os quatro sentidos restantes que podem ser usados:

1) A Orquestra Sinfônica vai acordá-los com Nessu Dorma de Puccini;

2) São levados a um laboratório de essências e ao campo, para recordar os cheiros de sua juventude;

3) São levados a sua cidade natal, para reconhecer seus vizinhos através do toque e, finalmente,

4) São levados a sentir o paladar da comida em um restaurante famoso, onde são tratados com toda atenção.

“Nossos pais nos ensinaram que há duas maneiras de viver a vida. Ou viver sofrendo com qualquer coisa de que você precisa, queixando-se sobre o que a vida lhe proporcinou ou fazer mais do que seria de se esperar de você.”

Assim nasceu as 4 idéias mostradas no vídeo.
Os filhos elaboraram um projeto, pediram o apoio do produtor, um dos irmãos trabalha na Madrid Films. Daí veio a agência de publicidade McCann-Erikson e Campofrío, que decidiu produzir e patrocinar tudo, inclusive o curta-metragem.

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=tWIoKcUxTu4&

Esta versão é do comercial que foi ao ar nos cinemas e na televisão, em vários formatos de 2 minutos. Spot Campofrío y los 4 sentidos HD, agência: McCann Erickson, Madrid.

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=1tbVdZPVqKY

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Irena Sendler, uma heroína desconhecida

Um amigo me enviou um e-mail divulgando a a história de Irena Sendler (14/02/1910-12/05/2008), uma assistente social que fez parte do subsolo polonês durante a Segunda Guerra Mundial e foi presa pelos nazistas por ter salvo a vida de cerca de 2500 crianças judias contrabandeando-as para fora do gueto de Varsóvia.

Fiz algumas pesquisas e encontrei o filme The Courageous Heart of Irena Sendler (2009)

Capa do DVD

Em 1942, os nazistas criaram um gueto em Varsóvia e Irena, horrorizada pelas condições em que ali se sobrevivia, uniu-se ao Conselho para a Ajuda aos Judeus, Zegota. Ficou conhecida como “o anjo do Gueto de Varsóvia,” foi uma ativista dos direitos humanos que levava alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.

Consegui, para mim e minha companheira Irena Schultz, identificações do gabinete sanitário, entre cujas tarefas estava a luta contra as doenças contagiosas. Mais tarde tive êxito ao conseguir passes para outras colaboradoras. Como os alemães invasores tinham medo de que ocorresse uma epidemia de tifopermitiam que os polacos controlassem o recinto.” Ela mesma contava.

Irena vestida de enfermeira

Irena conseguiu uma autorização para trabalhar como especialista de canalizações, assim fazia contato com as famílias oferecendo ajuda para levar filhos e netos com ela para fora do Gueto. Ao longo de um ano e meio, até à evacuação do gueto, conseguiu resgatar mais de 2500 crianças por várias vias: começou a recolhê-las em ambulâncias como vítimas de tifo, mas logo se valia de todo o tipo de subterfúgios que servissem para os esconder: sacos, cestos de lixo, caixas de ferramentas, carregamentos de mercadorias, sacos de batatas,  caixões. Nas suas mãos qualquer elemento transformava-se numa via de fuga.   Trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e num saco de  sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta, para crianças maiores. Levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados quando entrava e saia do Gueto. Desta forma os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar servia para encobrir qualquer ruído que as crianças pudessem fazer.

Por fim os nazistas souberam dessas atividades e em 20 de Outubrode 1943 Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para  prisão de Pawiak, onde foi brutalmente torturada.

Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de  Jesus Misericordioso com a inscrição: “Jesus, em Vós confio”, e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela era a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Já recuperada, foi no entanto condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um “interrogatório adicional”.

Ao sair, gritou-lhe em polaco: “Corra!”.

Esperando ser baleada pelas costas, Irena contudo correu por uma porta lateral e fugiu, escondendo-se nos becos cobertos de neve até ter certeza que não fora seguida.

No dia seguinte, já abrigada entre amigos, Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais. Os membros da organização Zegota (Resgate) tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.

Crianças e mulhers presas

As crianças só a conheciam pelo apelido de “Jolanta”.

Anos mais tarde, quando a sua história saiu num jornal com sua foto antiga, diversas pessoas entraram em contato: “Lembro de seu rosto… sou um daqueles meninos, lhe devo a minha vida, meu futuro, e gostaria de vê-la!”

Está heroína é desconhecida fora da Polônia e apenas reconhecida no seu país por poucos historiadores devido ao obscurantismo comunista que havia apagado sua façanha dos livros de história oficiais, mas graças a um grupo de alunos do Kansas, através de um trabalho de conclusão de curso sobre os Heróis do Holocausto, sua história começou a ser conhecida.

Foto de Irena aos 97 anos

Aos 98 anos residia em um asilo em Varsóvia num quarto cercado de flores e cartões de agradecimento de sobreviventes e filhos destes em sua honra.

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=opc0yAhbVNk

Fontes:
http://is.gd/q0Owbh 
http://is.gd/8POTYS 
http://is.gd/Oeemx3 
http://is.gd/LKHm9M 
http://is.gd/X2zMyd 
http://is.gd/NqtgYA

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A história dos dirigíveis

Um dirigível é uma aeronave mais leve do que o ar, que pode ser controlada e se sustenta através do uso de uma grande cavidade preenchida com um gás menos denso do que o ar, como o gás hélio ou hidrogênio.

Resumindo para quem não gosta de ler os detalhes:

1782 – os irmãos Montgolfier montaram o primeiro balão destinado ao vôo, era um artefato constituído por um grande invólucro de seda, o qual possuía uma abertura em sua parte inferior. Jacques Charles usou hidrogênio para encher um balão que projetou e voou a uma distância de 25 Km entre Paris e uma pequena cidade dos arredores. 

1804 – Joseph Gay-Lussac conseguiu a façanha de alcançar a altitude de 7 Km, aproveitando a oportunidade ele colheu amostras naquela altitude para fazer estudos.

início do século XX  – surgiram balões destinados ao transporte de passageiros: os grandes Zeppelins, competindo com os mais luxuosos transatlânticos, um destes balões fez a volta ao mundo em outubro de 1929.

1937 –  o Hindenburg, explodiu e provocou um incêndio de grandes proporções, o acidente pôs fim a esse curioso meio de transporte.

dias atuais – utiliza-se o gás Hélio nos balões para estudo do clima e da atmosfera, assim como para publicidade.

A historia dos dirigíveis alemães no Brasil, na década de 1930. 
Para atender os dirigíveis alemães no Rio de Janeiro, a Luftschiffbau Zeppelin recebeu um terreno de 80 mil metros quadrados, no subúrbio de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, doados pelo Ministério da Agricultura, próximo á Baía de Sepetiba. Lá foi construído um aeroporto para dirigíveis, ao qual foi dado o nome de Bartolomeu de Gusmão, em homenagem ao pioneiro balonista brasileiro. Em 1933, os alemães vieram ao Brasil, para projetar um hangar para as aeronaves, em Santa Cruz. Tal hangar, pré-fabricado, foi construído pela Guttehoffnungshutte Aktien Geselschaft, na Alemanha, transportado por vida marítima e montado em Santa Cruz pela Companhia Construtora Nacional, durante 23 meses, empregando 5.500 operários, a partir de 1934.
O gigantesco hangar, ainda existente, tem 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura, e é orientado no sentido norte-sul. os dirígíveis entravam pela porta sul, rebocados pela torre, que era móvel e se deslocava sobre trilhos.

Hangar de Santa Cruz, na atualidade

Um ramal de estrada de ferro chegava até o aeroporto, para conduzir os passageiros de e para o centro do Rio de Janeiro, um trecho de aproximadamente 35 Km até a Estação Dom Pedro II, atual Central do Brasil.

Em todos os sete anos de operação dos dirigíveis no Brasil, houve apenas um incidente, e nenhum acidente. O incidente ocorreu quando um dos homens que seguravam as cordas de amarração, no solo, não ouviu a ordem de “soltar a corda” e ficou pendurado, a grande altura do solo, até que a aeronave voltasse ao solo, alertada pelo pessoal em terra. Durante a descida, o homem bateu as pernas no telhado de uma construção, quebrando algumas telhas e machucando a perna, sem gravidade.O Graf Zeppelin pousado no Campo dos Afonsos

Viajar no Zeppelin era um luxo permitido para poucas pessoas. A passagem para a Alemanha era muito cara, algo equivalente a 10 mil Euros atuais (2011). O trecho doméstico entre o Rio e Recife também era caro, e poucos lugares eram disponíveis.

Planta da gôndola do Graf Zeppelim

O Graf Zeppelin oferecia grande conforto. Apenas 35 lugares eram disponíveis, e normalmente a lotação não ultrapassava 20 passageiros.

Os passageiros dispunham de cabines duplas, com beliches, sala de estar e de jantar, e até um salão para fumar, cuidadosamente isolado para não incendiar o perigoso e inflamával gás de sustentação da aeronave, o hidrogênio.

Porcelana do Graf Zeppelin, de 1928

Exceto no salão de fumar, era proibido o uso de cigarros, charutos e cachimbos em qualquer lugar do dirigível. Os passageiros eram revistados no embarque, e o porte de isqueiros e fósforos era rigorosamente proibido. Os isqueiros do salão de fumar eram presos às mesas por correntes.

Sala de estar e jantar do Graf Zeppelin

Corredor das cabines

O serviço de bordo era comparável ao da primeira classe dos melhores navios de passageiros. A aeronave era bastante estável,  devido ao seu tamanho.

Cozinha do Graf Zeppelin

Uma cozinha, cujos equipamentos operavam eletricamente, funcionava quase ininterruptamente, para fornecer a sofisticada alimentação disponível aos passageiros e tripulantes.

Sala de estar e jantar do Graf Zeppelin

A altitude de cruzeiro era de 3 mil pés, mas, quando a aeronave sobrevoava cidades ou a linha litorânea, era comum voar bem mais baixo, entre 300 e 1000 pés, para que os passageiros pudessem apreciar a paisagem.

Cabine em configuração diurna

Cabine em configuração noturna

O gigantesco Graf Zeppelin, na Alemanha

A viagem entre o Rio e a Alemanha durava 5 dias. Dois dias eram necessários para a travessia do Atlântico. A velocidade máxima era de 128 Km/h, muito mais rápida que a velocidade dos navios de passageiros da época, que variava entre 25 e 40 Km/h.

Passageira em sua cabine

A grande maioria dos voos do Graf Zeppelin para Brasil foi comandada por Hugo Eckener. Eckener, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães, acabou excluído dos últimos voos dos Zeppelins, especialmente os do Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista. Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazista que acabou falecendo no desastre do Hindenburg, em maio de 1937.

O Graf Zeppelin em Jiquiá, Recife

O Graf Zeppelin completou, no total, 147 voos ao Brasil (sendo 64 transatlânticos) entre os 590 voos da sua longa carreira de 17.177,48 horas de voo, em nove anos de operação (1928-1937), o que tornou-o o mais bem sucedido dirigível da história da aviação. Foi uma fantástica e impecável carreira para uma aeronave que foi projetada e construída como protótipo, mas que, de tão perfeita, acabou sendo colocada em serviço. Transportou um total de 34 mil passageiros, 30 toneladas de carga, incluindo duas aeronaves de pequeno porte e um carro, e 39.219 malas postais, com total segurança e sem acidentes.

A cabine de comando do Graf Zeppelin

Ponte de comando, o "cockpit" do Graf Zeppelin

O Hindenburg em Santa Cruz, 1936. Ao fundo, o hangar em construção

A temporada de 1936 dos dirígiveis alemães foi marcada pelo primeiro voo comercial do D-LZ129 Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin. Esse voo inaugural, comandado por Lehmann, foi feito para o Brasil, e decolou para o Rio de Janeiro em 31 março de 1936. O grande maestro Heitor Villa-Lobos foi dos passageiros do Hindenburg, quando este retornou à Europa, em abril.O Graf Zeppelin sobrevoando a enseada do Botafogo

O Graf Zeppelin sobrevoando o Bairro Água Verde, em Curitiba, 1934

O sobrevoo de Porto Alegre, junho de 1934 sobre Santa Casa de Misericórdia

Sobrevoo de Joinville/SC

Sala de rádio

O Hindenburg

Entre os luxos introduzidos no Hindenburg, estava um piano Blüthner, especialmente fabricado em alumínio, e que pesava apenas 162 Kg. Em 1937, esse piano foi removido da aeronave, para aliviar o peso, o que salvou-o da destruição quando o Hindenburg se acidentou, em maio. Entretanto, esse notável instrumento musical acabou destruído em um bombardeio, na Segunda Guerra Mundial.

O piano de alumínio do Hindenburg

Infelizmente,apenas 14 meses depois, o Hindenburg acidentou-se em Lakehurst, New Jersey, nos Estados Unidos. Pouco antes de pousar, a aeronave incendiou-se, por motivos até hoje não esclarecidos, no dia 6 de maio de 1937. 61 tripulantes e 36 passageiros estavam a bordo. Desses, faleceram 13 passageiros e 22 tripulantes, além de uma pessoa no solo. Essas 36 vítimas encerraram definitivamente a carreira dos dirígiveis Zeppelin.

Timetable dos voos dos Graf Zeppelin, 1934

Foi o fim de uma era. Apenas um mês depois, o Graf Zeppelin foi retirado de serviço. O dirigível-irmão do Hindenburg, o LZ-130 Graf Zeppelin II, já concluído, nunca chegou a entrar em serviço ativo. Depois de passar alguns anos em um museu, ambos foram desmontados em 1940, para aproveitamento do seu alumínio em aviões militares, por ordem do Marechal do Reich Hermann Goering.

O Hindenburg entrando no hangar, em Santa Cruz

Torre de atracação de Jiquiá, em Recife.

Torre de atracação de Jiquiá, em Recife

Passados 75 anos, pouca coisa resta da história dos Zeppelins no Brasil. A maior e mais notável é o hangar de Santa Cruz, ainda intacto e em uso pela Força Aérea Brasileira. Não é o último hangar de Zeppelins ainda existente, como reza a lenda, pois o hangar de Lakehurst ainda permanece igualmente intacto. Em Recife, ainda resta, relativamente intacta, a torre de atracação de Jiquiá. O Museu Aeroespacial, do Rio de Janeiro, tem em seu acervo uma das hélices de madeira do Graf Zeppelin e alguns pedaços de tela rasgada, resultado de trabalhos de manutenção, e nada mais.

Comparação de tamanho entre o Hindenburg, um Boeing 747 e o Titanic

O Graf Zeppelin e o Hindenburg foram as maiores e mais luxuosas aeronaves a atender voos internacionais de e para o Brasil, e as que tiveram as passagens mais caras, mesmo considerando as caras passagens dos voos servidos pelo Concorde. Também serviram as linhas para a América do Sul com total segurança, sem um único acidente. Mas, hoje, não passam de uma distante lembrança, de uma era que não volta mais.

Fontes:
Wikipedia – http://bit.ly/tcWxPy
Rioblog – http://bit.ly/fSIRsi
Cultura Aeronáutica – http://bit.ly/unfkC7 

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A verdadeira história do Natal

Sempre me pergunto: se o calendário começou a ser contado a partir do nascimento de Jesus Cristo, porque então se comemora em 25 de dezembro o nascimento dele? Conheço a história do calendário, mas não vem ao caso agora. Este é um artigo publicado na revista Super Interessante em dezembro de 2006.

A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz

Thiago Minami e Alexandre Versignassi
Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de “nascimento” do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o “renascimento” do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.

A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.

Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. “O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes”, dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome (“Religiões de Roma”, sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

Solstício cristão

As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. “Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade”, diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. “Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural”, afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.

Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.

Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.Nasce o Papai Noel

Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, “profissional”. Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.

Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.

Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.Natal fora-da-lei

Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.

Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.

Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de “Christmas” (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que “missa” é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.

A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.Tio Patinhas

Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam “para acabar com o crescimento da população”, dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.

Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do “espírito natalino” que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.

Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol.

Fonte:
http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_192443.shtml
http://www.esoterikha.com/presentes/a-origem-do-natal.php 

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Pontos quânticos ou quantum dots (QR), a tecnologia que deve revolucionar aparelhos eletrônicos

Pontos quânticos é um tipo de nanoestrutura de cristais semicondutores, extremamente pequenos (com cerca de 10 a 50 átomos de diâmetro, 1 a 5 nm de raio) que são fluorescentes.  É possível obter, com o mesmo material, diferentes tipos de pontos quânticos, diferentes cores. Em geral, dentro de uma faixa limitada de tamanhos, quanto menor o ponto quântico, mais sua emissão de fluorescência tende ao azul, quanto maior, mais tende ao vermelho.

Suspensões de pontos quânticos de CdSe de diferentes diâmetros. Do menor (esquerda) ao maior diâmetro.

Pesquisadores desenvolveram uma nova forma para reproduzir imagens, que poderá ser usada na fabricação de televisores ultra-finos, flexíveis e com alto poder de resolução, muito acima do 3D.

Os primeiros televisores de pontos quânticos, com cores melhoradas e telas ainda mais finas, podem estar disponíveis nas lojas até o final de 2012. Já a versão flexível deve levar pelo menos três anos para chegar ao mercado.

Apesar do avanço tecnológico, a escassez de alguns elementos para a produção desses displays tem impulsionado os custos de mercado, o que leva as empresas de eletrônicos a procurar novas maneiras de fazer seus produtos.

http://www.youtube.com/watch?v=6Xm4LABNYzo

Além de televisores, displays e outros aparelhos, os pontos quânticos poderão ser usados para a fabricação de novos tipos de lâmpadas mais eficientes, como também ser alimentados por energia solar.

Fontes:
http://bit.ly/rNaJUb
http://bit.ly/sioKVU

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