Tecnologia para deficientes visuais

Vendo esta matéria no Olhar Digital, me lembrei da minha amiga Marilza, que mora em Salvador e já esta aposentada, após trabalhar por muitos anos em uma grande empresa de TI. Mesmo sendo  cega, está sempre na ativa, faz palestras e viaja por este mundo a fora. Ela já nasceu com Glaucoma e sempre soube que um dia deixaria de “enxergar”. Isso aconteceu aos 28 anos e, três anos depois, já estava trabalhando como Programadora de Computador.
Trabalhou durante 23 anos e ocupou cargos de confiança na empresa.
Em momento nenhum a “cegueira”  a impediu de estudar, trabalhar, conquistar espaços e viver plenamente a vida. Isso acontece com a maioria dos cegos, que buscam outros caminhos que naturalmente são possíveis, tendo plena capacidade de vida em todos os sentidos.
Como mulher, ela é  plena e igual a todas as outras; como profissional, sempre conquistou degraus mais altos, pelo investimento pessoal e superando as barreiras que por ventura surgiram, como amiga, inspira a confiança mesmo nos mais recentes conhecidos.
Estou colocando em anexo, uma das inspirações  desta amiga, para comprovar isso tudo e mais, já utilizando uma destas tecnologias citadas na reportagem, a voz mecânica e sem sentimento, que, entretanto, transmite algo diferente que só ouvindo, podemos pensar em entender.

 

Clique aqui para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=uztDplsEYXc

 

Assista ao vídeo em http://olhar.vc/5128b

A estudante Marina Lacerda começou a perder a visão quando tinha 16 anos. Em 2007, seu oftalmologista deu o veredicto: seu nervo ótico simplesmente apagou… Assim, sem muita explicação. Mas hoje ela ainda é capaz de perceber regiões luminosas e tem certa visão periférica, ou seja, consegue identificar o contorno de objetos e pessoas.

Apesar do choque, como qualquer jovem, Marina não deixou de correr atrás de sua liberdade e independência. E, pelo menos no mundo virtual, isso ela já conseguiu.”Consigo conversar com os meus amigos, sites de relacionamento, emails, word para fazer trabalho, faço tudo”, conta  Marina.

Tanto no computador quanto no celular, ela aprendeu a trabalhar com softwares de leitura de tela. Para quem nunca usou um, parece um pouco impossível entender alguma coisa. Mas pra ela já é tudo muito natural. Marina decorou todas as posições do teclado e, inclusive, dezenas de atalhos para substituir o uso do mouse. A adaptação levou algum tempo, mas agora ela tem total autonomia do que faz na frente do PC e também no celular. “Quando eu mando mensagem as pessoas acham que eu pedi para alguém escrever para mim. Eu sempre preciso explicar que eu consigo fazer tudo: escrever e enviar”, lembra Marina.

Um pouco mais experiente no assunto, Fábio usa leitores de tela há mais de 10 anos. Para quem nasceu cego, a solução transformou sua vida. Hoje, além de se manter atualizado e saber tudo o que acontece no mundo, ele conversa com amigos por meio da internet e, assim, vive de forma muito mais integrada.

“Você depende bem menos das pessoas e tem outra, as pessoas acham que por ficar muito no computador a pessoa é privada de vida social. Muito pelo contrário, o acesso à informática me fez mais sociável ainda. Eu encontrei muita gente pela internet, minha esposa, por exemplo”, explica  Fábio Scheffer, 29 anos.

Links da matéria:
http://www.linuxacessivel.org/
http://www.acessibilidade.org.br/
http://www.mundocegal.com.br/
http://www.vidamaislivre.com.br/
http://www.deficienteciente.com.br/
http://acessibilidadelegal.com/
http://tecnovisao.net/

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