Arquivo do mês: junho 2011

Ajude a reflorestar a Mata Atlântica

Trata-se de uma campanha para a Fundação SOS Mata Atlântica plantar 8 mil árvores em regiões degradadas desse bioma. A cada 1000 clicks, o valor gasto para plantar uma árvore será doado para a ONG.

A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte no território brasileiro, abrangendo ainda parte do Paraguai e Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores com folhas largas e perenes. Abriga árvores que atingem de 20 a 30 metros de altura. Há grande diversidade de epífitas, como bromélias e orquídeas. 

Foi a segunda maior floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Acompanhava toda a linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Nas regiões Sul e Sudeste a Mata Atlântica chegava até a Argentina e o Paraguai. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto Brasileiro, e era contínua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é uma dos maiores do planeta. Seu clima é subtropical e tropical.

Atualmente, apenas 7,91% de seu tamanho original permanece intacto e, por isso, a necessidade de recuperá-la é grande. A Mata Atlântica é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta. Nela existem mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de animais mas, graças à degradação, 383 desses bichos estão ameaçados de extinção. Além disso, 7 das 9 bacias hidrográficas brasileiras – ou, mais objetivamente, a água que você bebe – dependem dessa vegetação.

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Por isso, click aqui: http://www.submarinoviagens.com.br/planteem1click/

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma entidade privada sem fins lucrativos, sem vínculos partidários ou religiosos, que possui atualmente 250 mil filiados.

Sua missão é promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência, estimulando ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental.

Saiba com ajudar a conservação da Mata Atlântica: www.sosma.org.br

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A ignorância e o corpo

Ao ler o texto a seguir, me lembrei do efeito placebo, que é mensurável ou observável sobre uma pessoa ou grupo. Um placebo é uma substância inerte, ou cirurgia ou terapia “de mentira”, usada como controle em uma experiência. O por quê de uma substância inerte, uma assim chamada “pílula de açúcar,” ou falsa cirurgia ou terapia fazerem efeito, não está completamente esclarecido.

Tenho lido reportagens sobre estudos realizados em várias partes do mundo onde testam a eficácia em  uma ampla gama de distúrbios, incluindo dor, hipertensão arterial e asma. O resultado tem sido impressionante: cerca de 30 a 40% dos pacientes obtiveram alívio pelo uso de placebo! Leia mais em http://drauziovarella.com.br/?s=placebo

http://www.youtube.com/watch?v=4CG7Vc2nfpY

Daí o Dr. Drauzio Varella ter razão, deveríamos conhecer um mínimo do funcionamento do nosso corpo.

Dr. Drauzio Varella

Por DRAUZIO VARELLA:

Tive que escutar um discurso interminável sobre a superioridade da medicina natural



Em matéria de corpo humano, a ignorância brasileira é crassa. Nosso currículo escolar devia dedicar mais tempo e atenção à anatomia e à fisiologia, para que as crianças se formassem com conhecimentos mínimos sobre o funcionamento do organismo. Não admitimos que nossos filhos estudem em colégio que não lhes ensine informática. Fazemos questão que se familiarizem com os computadores, sem os quais serão atropelados pela concorrência do futuro, mas aceitamos que ignorem a organização básica da estrutura da qual dependerão para respirar até o dia da morte.
Houvesse mais interesse em despertar no aluno a curiosidade de decifrar como funciona essa máquina maravilhosa, que a evolução fez chegar até nós depois de 3,5 bilhões de anos de competição e seleção natural, desde pequenos trataríamos o corpo com mais respeito e sabedoria e não daríamos ouvidos a teorias estapafúrdias, a superstições, ao obscurantismo e à pseudociência que faz a alegria dos charlatães.


Entendo que uma pessoa simples e sem instrução diga que fica gripada quando apanha friagem, que engorda por causa da tireoide ou que se queixe: “Sou agitada porque tenho sistema nervoso”. O que não consigo compreender é como gente que cursou as melhores faculdades e tem acesso irrestrito à informação de qualidade consegue conformar-se com tanta ignorância em relação ao corpo que a acompanhará pela vida inteira. Gente que diz “eu não faço febre”, que ao falar do baço aponta para o lado direito do abdômen, e que convive durante meses com sintomas de doenças graves, sem notar que existe algo errado.
 

Semanas atrás encontrei uma amiga, professora universitária, chocada com o médico que lhe havia receitado um analgésico para aliviar a dor de cabeça que a atacava no período pré-menstrual. “Também, o que se poderia esperar de um cidadão que confessou não saber em que século aconteceu a Revolução Francesa”, acrescentou com desdém. Por outro lado, estava encantada pelo naturalista que, em vez de contentar-se em tirar-lhe a dor, como faria qualquer alopata obtuso, propunha tratar a causa da cefaleia com pílulas que corrigiriam o equilíbrio energético do órgão em quem os brasileiros jogam a culpa de todos os achaques: o coitado do fígado. Como os anos me ensinaram a não questionar pensamentos mágicos nem crenças religiosas, juro que ouvi o relato com uma expressão facial tão impassível quanto se me houvessem contado que naquele momento garoava em São Petersburgo. A prudência foi de pouca valia, no entanto; tive que escutar um discurso interminável sobre a superioridade da assim chamada medicina natural e do valor nutritivo dos alimentos orgânicos. Depois de tudo, o epílogo: “Pena que você não acredita nessas coisas”.

Acreditar? A medicina é um ramo da biologia, ciência que se propõe a estudar os seres vivos e as leis que os regem, não é domínio da crença; não é religião. Invejo os homens que consertam o carro que dirigem. Quebrou na estrada, eles pegam as ferramentas, abrem o capô e reparam o defeito. Para resolver uma emergência dessas é necessário conhecer mecânica, entender como as peças foram engendradas e saber repará-las. Nessa hora, quem acreditaria em medidas alternativas para ativar a energia vital do motor com gotinhas pingadas no tanque de gasolina de duas em duas horas? Alguém faria o carro andar apenas com a força do pensamento positivo? O organismo humano é a estrutura mais complexa que conhecemos – alguns o consideram mais complexo do que o próprio Universo. Estudar os mecanismos responsáveis pela circulação e oxigenação do sangue, pela digestão dos nutrientes, ter uma ideia de como ocorrem as principais reações metabólicas e aprender que nosso corpo é uma máquina que se aperfeiçoa com o movimento é a melhor forma de evitar que ele nos deixe no meio da estrada. Em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, o ensino de ciências deve começar na pré-escola. Aprendendo desde cedo, as crianças incorporarão o pensamento científico à rotina de suas vidas e descobrirão belezas e mistérios inacessíveis aos que desconhecem os princípios segundo os quais a natureza se organizou.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1806201132.htm

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Vídeo do espaço em “tempo real” até meados de 2012

A Estação Espacial Internacional (ISS) é a maior e mais ambiciosa obra de engenharia já construída, sozinha ela já representa uma nova era na astronáutica. A estação viaja a 26.000 km por hora e orbita a Terra 16 vezes por dia a uma altitude de aproximadamente 350 km. A ISS viaja ao redor da Terra em um padrão de onda de aproximadamente 52 graus de latitude norte a 52 graus sul. É um centro de pesquisa que é uma parceria entre russos, europeus, canadenses, japoneses e as agências espaciais dos EUA.

ISS, vista expandida: principais módulos e seus construtores.

Câmera

A Urthecast está firmando parceria com a Agência Espacial Russa para instalar as supercâmeras no módulo russo, até o fim deste ano, e as primeiras imagens deverão estar disponíveis até meados de 2012. A plataforma web UrtheCast permitirá que aos usuários rastrear a localização da ISS, antecipando quando ele vai passar uma determinada localização geográfica de interesse. As duas câmeras Urthecast, uma com resolução média e uma alta resolução, será construída pelo Rutherford Appleton Laboratory (RAL) que fica perto Didcot, em Oxfordshire, no Reino Unido. Este laboratório tem uma reputação global de excelência e é um dos laboratórios mais importante de seu tipo.

Modulo da ISS

As câmeras servirão para enviar, de volta para a Terra, vídeos durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, com uma resolução comparável com a do Google Earth. Deverá ser enviado vídeos a 3,25 frames por segundo em uma resolução que cada pixel representará o equivalente a 1 metro quadrado. Então acho que se der um “tchauzinho” para o céu, não vai conseguir assistir na tela do computador, mas um veículo em movimento com certeza. Vamos aguardar para ver como vai ser!

 

A ISS em sua configuração final vista sobrevoando Brasília. Vê-se claramente o plano piloto da cidade e o lago Paranoá. Concepção artística cortesia da NASA.

É claro que existe um atraso e a imagem vai depender da posição e do clima, mas uma coisa é certa: a privacidade nossa está cada vez mais comprometida.

A área em azul claro mostra as regiões de onde a estação pode ser vista.

Vídeo em inglês, mas está disponível CC use para colocar legenda e depois para traduzir.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0ScNJ74SkPE

Fontes:
http://www.zenite.nu/
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/google_earth_ao_vivo_empresa_promete_video_em_tempo_real_ate_meados_de_2012

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Estrela expele muita água.

Quando os cientistas buscam por sinais de vida pelo universo, eles procuram por elementos fundamentais à vida tal qual conhecemos. Dentre eles, a água é uma das mais pesquisadas e a “apenas” 750 anos-luz de distância, encontraram o líquido em uma estrela, expelindo-o para o espaço interestelar a quase 200 mil quilômetros por hora.

A importância desta descoberta é que indica que em todo o universo estrelas jovens, chamadas de proto-estrelas, podem ser grandes distribuidoras de água, podendo semear a vida em outros planetas. A água pode ter desempenhado um importante papel em sua formação em nosso planeta.

Segundo os pesquisadores, a quantidade de água ejetada da estrela é igual à quantidade de água que flui do rio Amazonas a cada segundo. Os astrônomos acreditam que a fase em que a estrela expele água é curta, e pode ser que todas as estrelas passem por isso em alguma fase de sua formação.

Proto-estrela com dois jatos de água.

Envolta em gases e pó, a proto-estrela, que não tem mais do que cem mil anos, encontra-se na constelação Perseus e é da mesma classe do nosso Sol, o que sugere que este tenha tido um comportamento parecido durante a sua formação. Através de dois enormes jatos – um em cada polo – esta nova estrela lança o equivalente a cem milhões de vezes o caudal do rio Amazonas.

O trabalho de investigação, publicado na revista «Astronomy & Astrophysics», foi dirigido por Lars Kristensen, astrônomo da Universidade de Leiden (Holanda). O cientista explica que “a velocidade a que a água é expelida alcança os 200 mil quilômetros por hora, ou seja, é 80 vezes mais rápida do que as balas disparadas por uma metralhadora”.  Para captar as marcas características do oxigênio e do hidrogênio, a equipe utilizou os instrumentos de infra-vermelhos que se encontram a bordo do Observatório Espacial Herschel. Uma vez localizadas essas classes de átomos, os investigadores seguiram-lhe o rasto até à estrela onde se formaram. A primeira conclusão dos astrônomos é que a água se formou mesmo na estrela, a temperaturas de poucos milhares de graus. Essa água encontrou depois temperaturas mais elevadas (100 mil graus), estando, assim, no estado gasoso.  Quando esses gases chegaram a camadas externas mais frias da nuvem de material que rodeia a proto-estrela (e que se encontra a cinco mil vezes a distância que separa a Terra do Sol) foi criada uma “frente de choque” e os gases condensaram-se, ou seja, passaram para o estado líquido.
Esta descoberta é importante, consideram os investigadores, pois sugere que este fenmeno faz parte do processo normal do crescimento das estrelas. “Só agora começamos a perceber que todas as estrelas como o Sol passaram, provavelmente, por uma fase de muita energia quando eram jovens. É nesse momento da sua vida que expulsam muito material a grande velocidade. Agora sabemos que parte desse material é água”, diz Kristensen. Essa água poderá ajudar a “semear” os ingredientes necessários para a vida.

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Cápsula que faz endoscopia

Nunca precisei passar por endoscopia, mas já acompanhei várias pessoas que fizeram o exame, além de ser desagradável demora um tempo para se voltar ao normal. Esta evolução do exame parece ser bem melhor e abrange todo o tubo digestivo.

Cientistas japoneses desenvolveram uma cápsula autopropulsora e comandada por controle remoto capaz de “nadar” através do tubo digestivo. Batizado de “Sereia”, o dispositivo conseguiu fotografar imagens do interior do estômago e do intestino de um ser humano. É a primeira vez que este tipo de recurso é usado, dizem pesquisadores da Universidade Ryukoku e do Colégio de Medicina de Osaka, cujo experimento foi apresentado durante uma conferência internacional sobre doenças digestivas, em Chicago, nos Estados Unidos.

Cápsula autopropulsora ''nada'' pelo aparelho digestino para realizar exames/ AFP

A cápsula em forma de girino mede cerca de 1cm de diâmetro e 4,5cm de comprimento e tem uma espécie de nadadeira atrás, permitindo orientar precisamente sua direção e localização. Os cientistas usaram uma espécie de controle para orientar os movimentos da cápsula, com a ajuda de um monitor. O “girino” endoscópio pode ser ingerido para um exame de estômago ou inserido via retal pelo intestino (cólon).

Cápsulas endoscópicas foram desenvolvidas nos anos 80 e são muito usadas, mas são movidas até hoje pelas contrações musculares ondulatórias. Já o novo modelo autopropulsor foi testado pela primeira vez em 2009 em estômago de cachorro, e foi sendo modificado e reduzido em seu tamanho.

– Ao controlar remotamente a cápsula, podemos fotografar com precisão a área que será examinada – disse o professor Kazuhide Higuchi, do Osaka Medical. – O dispositivo pode examinar o aparelho digestivo, do canal do esôfago ao intestino, em poucas horas. Reduz o desconforto em pacientes e pode ser usado para pesquisa de câncer e outras doenças em partes de difícil acesso.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/06/21/capsula-nada-pelo-tubo-digestivo-fotografa-intestino-924739032.asp

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Tunnelbana – O metrô de Estocolmo

Série de imagens do metrô de Estocolmo – Suécia ( 59.331590°, 18.056251°), considerado um dos mais belos do mundo. O sistema que foi inaugurado em 1950,  conta com mais de 100 estações, sendo 47 subterrâneas. Algumas das estações foram cortadas na rocha e sua estações estão cheias de obras de arte, fazendo o que os suecos chamam da maior galeria de arte em extensão do mundo, com 110 km.

O metrô de Estocolmo é chamado de Tunnelbana. Logo no início da construção, um grupo de artistas, liderados por Siri Derkert e Vera Nilsson, conseguiram com que artistas plásticos, escultores e artesãos fossem chamados para trabalhar com os engenheiros e os arquitetos na construção das estações, e o resultado hoje é um rico painel das artes plásticas na Suécia.

Esculturas, mosaicos e pinturas podem ser encontrados em 90 das 100 estações do metrô. Aproximadamente 140 artistas fizeram peças para a exposição permanente, e ainda uma centena tem participado das exposições temporárias.

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O metrô é um exemplo de como se deve  e se pode cuidar do espaço público e seu exemplo deveria ser seguido por todos os metrôs do mundo. O metrô de São Paulo começou agora a chamar artistas para participar da decoração das estações, esperemos que essa parceria se acentue e que passemos a ter obras de arte nas estações em construção mas também nas existentes.

http://www.youtube.com/watch?v=9ILtkNr2ERA

http://www.youtube.com/watch?v=Rlz1T2cc6YI

Fontes:
http://theurbanearth.wordpress.com/tag/tunnelbana/
http://www.ideafixa.com/metro-psicodelico

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Percepção do tempo

Não consegui descobrir se o texto é verdadeiro, li que é do jornal Estadão, só que não consegui confirmação. De qualquer forma é interessante e até já assisti em filme esta experiência de ficar alguém em uma quarto isolado por muito tempo. Recebi por e-mail e consta que foi escrito por Airton Luiz Mendonça e publicado em 02/05/2007 no Estado de São Paulo. Na pesquisa não encontrei nada mais deste autor e no Estadão não aparece, pode ser porque o artigo já bem antigo…

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.

Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.

Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.

Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega e usa suas experiências passadas, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo. Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.

Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a ROTINA.

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.

Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.

Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.

Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.

Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente!

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras… VIVA!!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais vivo do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.


 

 

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