AMS – Espectrômetro Magnético Alfa

No voo de despedida da nave Endeavour para a Estação Espacial Internacional (ISS), programado para o dia 19 de abril, deverão estar várias peças sobressalentes da Estação, duas antenas de comunicação na banda S, um tanque de gás de alta pressão, peças de reposição para o robô Dextre (pronuncia-se Dexter) e placas de proteção contra micrometeoritos.

Porém a carga mais importante será o Espectrômetro Magnético Alfa, ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer).

O AMS é um detector de raios cósmicos de US$1,5 bilhão e irá medir partículas altamente energizadas no espaço, apesar de ser uma experiência ambiciosa, os cientistas esperam receber resultados interessantes. Além de detectar galáxias distantes formadas inteiramente por antimatéria, o AMS testará a teoria da Matéria Escura, uma substância misteriosa e invisível que compreende 83% de toda a matéria no Universo.

E ele também irá procurar por strangelets, uma forma teórica de matéria que seria ultramaciça por conter os chamados quarks estranhos. Um melhor entendimento das strangelets irá ajudar os cientistas a estudar microquasares, minúsculos buracos negros primordiais, conforme eles evaporam, o que, por mais estranho que pareça, poderia comprovar que eles de fato existem.

Os cientistas do Centro europeu de pesquisa Nuclear, o Cern, tiveram de pedir apoio à Força Aérea dos EUA para ajudá-los com o transporte do equipamento de 7,5 toneladas, de Genebra, para o Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O AMS ficou 15 anos em construção e complementará o trabalho do Grande Colisor de Hádrons, o LHC, um gigante acelerador de partículas que cientistas estão usando para simular condições semelhantes às existentes logo após o Big Bang, numa tentativa de compreender a composição do Universo.

O AMS irá abrir uma outra faceta do cosmos para a exploração, as possibilidades de descobertas são imprevisíveis. Ele usa forte campo magnético para desviar as partículas para serem rastreadas em conjuntos de placas de silício e outros sensores localizados no interior dos detectores. Estes sensores despejam terabytes de dados, que são processados por supercomputadores da Estação, em busca de informações sobre a massa, a energia e a carga elétrica das partículas.

O supercomputador com 650 CPUs, é uma das razões pelas quais o AMS deve ser montado na Estação Espacial Internacional, o volume de dados é grande demais para serem transmitidos para as estações em terra. O AMS consumirá 2,5 kW de potência, mas não será problema, já que a energia disponível na Estação é de 100 kW.

Fontes:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=endeavour-levara-detector-antimateria-espaco&id=010175110311
http://hypescience.com/nasa-prepara-detector-de-antimateria/

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,detector-de-antimateria-de-us-2-bi-e-o-ultimo-instrumento-da-iss,600229,0.htm

PS.: Matéria escura observada diretamente: http://xav.cc/affe0

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