Artista holandês compara São Paulo a macaco gordo

Ontem mesmo publiquei um artigo sobre a Holanda, mas este holandês esteve em São Paulo no final de 2010 e montou um boneco diferente no Parque Mario Covas da Paulista.

Para Florentijn Hofman, intervenção urbana representa a flexibilidade dos paulistanos
Em sua segunda visita à cidade de São Paulo, o artista plástico holandês Florentijn Hofman, conhecido por suas intervenções urbanas ao redor do mundo, descreveu a capital como “uma fera que ruge, impossível de ser domada”. Em entrevista ao R7, ele disse que a movimentação da cidade, a grande oferta de coisas para se fazer e a falta de tempo da população o inspiraram em sua última obra: o Macaco Gordo.

Quem passou pelo parque Mário Covas, na avenida Paulista, no final de semana dos dias 16 e 17 de outubro, se deparou com um enorme macaco deitado na grama. A posição do animal e a mistura de cores alegres davam o tom divertido do projeto. A arte foi feita a partir de um boneco inflável e milhares de chinelos, cuja marca patrocinou a visita do artista no país.

De acordo com Hofman, o macaco não é apenas uma forma de divertir os moradores de São Paulo. A ideia, segundo ele, é proporcionar uma reflexão sobre a flexibilidade que a população precisa ter para viver em uma grande cidade, como a capital paulista. O artista diz que a capacidade de mudar é requisito fundamental para quem vive em São Paulo.

O holandês defende que, atualmente, a arte urbana tem o papel de interagir com as pessoas. Leia a seguir a entrevista com o artista:

R7 – Qual é a sua impressão sobre a cidade de São Paulo?
Hofman –
Foi ótimo estar aqui novamente! A cidade ruge como uma fera, uma fera que você não pode domar. Tantas pessoas, tantas coisas para ser feitas e tão pouco tempo.

R7 – Como você encara a arte urbana?
Hofman –
Relaciono arte urbana às pessoas. Trabalho com esculturas em grandes formatos, que em um primeiro momento são fáceis de entender. Entretanto, depois, você percebe que [a obra] tem muitas camadas, materiais comuns transformados em grandes trabalhos.

R7 – Qual foi sua intenção ao criar a intervenção urbana em São Paulo?
Hofman –
Eu queria dar um aviso sobre o perigo das “feras”, usando sandálias brasileiras como pele. Também foi um teste para ver se eu poderia trabalhar com uma estrutura inflável, coberta com uma pele feita de sandálias.

R7 – Como você acha que essa obra dialogou com a cidade?
Hofman –
O macaco refere-se à flexibilidade que você precisa ter na vida urbana: mudar, subir, pular, cair, pegar… Essas são as habilidades que você precisa ter em uma cidade como São Paulo, ou melhor, em todo o Brasil e no mundo. O macaco é o palhaço dos animais e, dessa forma, esse piadista fica no parque… Ele está relaxado depois de cair. Com essas questões, gosto de provocar o público.

R7 – Qual é a transformação que a arte urbana provoca atualmente?
Hofman –
Eu só posso falar por mim. Eu acho que é e sempre será o contato com os habitantes. As conexões sociais fazem as pessoas orgulhosas de suas cidades.

Fonte: http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/artista-holandes-compara-sao-paulo-a-macaco-gordo-20101104.html

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