Potencial do Brasil do ponto de vista dos norte-americanos

Um assunto bom para esta época de carnaval. Enquanto quase muitos estão embotados pela orgia, álcool e liberação da libido, alguns podem curtir a relativa tranquilidade do feriadão, até porque, por tradição o ano só começa depois do carnaval.

Então, desejo a todos um próspero ano novo, com um PIB na rabeira do crescimento mundial e vivendo o dilema de não poder ultrapassar uma taxa real de 4,5%, sob pena de fazer disparar a inflação.

Este vídeo é muito interessante, mas gostei muito foi de ler os comentários a respeito. Cada um tem direito de pensar o que quiser, e isto é maravilhoso!

A Reportagem do 60 minutes da CBS (http://www.cbsnews.com/sections/60minutes/main3415.shtml), mostra o potencial do Brasil do ponto de vista dos norte-americanos.

Note a comparação de Brasília com a cidade dos Jetsons (antigo desenho animado futurista), da alta tolerância dos brasileiros a corrupção, a falta de ambição e ao jeitinho brasileiro.

Assista primeiro o vídeo, está com legendas em português: http://www.youtube.com/watch?v=DMM7OJ_Kj9I

O primeiro entrevistado, Eike Fuhrken Batista (Governador Valadares, 3 de novembro de 1956) é um magnata e empresário brasileiro que atua em várias áreas, com destaque para os setores de mineração e de petróleo. É conhecido por sua ousadia nos negócios, a ponto de ser considerado às vezes um “aventureiro”. Antes conhecido por ser ex-marido de Luma de Oliveira e filho de Eliezer Batista, ex-ministro de Minas e Energia. Com um patrimônio avaliado em 27 bilhões de dólares, foi listado em 2010 pela Revista Forbes como a 8ª pessoa mais rica do mundo, sendo o primeiro colocado dentre todos os sul-americanos e os que falam a língua portuguesa. A mesma revista o posicionou como a 58ª pessoa mais poderosa do mundo, considerando-o como o brasileiro mais poderoso após a atual Presidente do Brasil, Dilma Rousseff.
Quando o Brasil descobriu o petróleo do pré-sal, Eike apostou e se deu bem. A grande sacada dele foi fazer uma empresa de petróleo, com a equipe que contratou e com a capacidade de trabalho pessoal, tinha certeza de que quem comprasse ação e o capitalizasse para tocar essa empresa ficaria milionário junto com ele. E o mercado acreditou.

Não há nada de concreto. O pré-sal está lá. E aí? Existe uma camada gigantesca a ser perfurada, ainda mais considerando a lâmina d’água, mas se alguém pode fazer isto, com certeza é o Brasil. Nenhuma gota de petróleo ainda foi retirada, mas os planos parecem sólidos, a confiança depositada no nome de Eike Batista é quase um cheque em branco por parte de tantos investidores.

O segundo entrevistado é o ex-presidente Lula, de quem não preciso comentar.

O terceiro entrevistado, Eduardo Bueno, Peninha. É escritor, jornalista, editor, cartunista e tradutor.
Gaúcho, começou no jornalismo aos 17 anos, como repórter do jornal Zero Hora, onde ganhou o apelido que o acompanha até hoje. Seguindo a carreira de jornalista, trabalhou nos principais órgãos de imprensa do país, como O Estado de São Paulo, Rede Globo, revista Manchete, TV Cultura, entre outros. No entanto em sua entrevista detona com o próprio país. Não considera o Brasil como um país sério, onde as pessoas dizem que farão algo, e simplesmente não o fazem. Disse não acreditar em estarmos prontos para a Copa.

Não percebe o esforço de um povo que está tentando se desenvolver. Sabemos que ainda falta muito. Mas acho que estamos no caminho, foi dada a arrancada, temos que prosseguir. Fazer demagogia com uma sociedade que está querendo crescer é torcer contra.

Em parte até concordo com ele, mas não de um modo genérico. A nossa carga tributária é elevadíssima e não vejo retorno, a infraestrutura é baixa qualidade, isto quando existe. O câmbio oscila dependendo de interesses de exportação, das commodities e outras coisas que o governo inventa.

O povo está acostumado com a corrupção governamental, com a falta de incentivos à educação, que já não liga mais, com exceção de uns poucos.Temos muitos recursos naturais, alguns em abundância, outros nas mãos de poucos.

Durante oito anos o Lula fez algumas coisas, dentre elas assinou um bom aumento salarial para os políticos, dentre eles, o próprio, com uma invejável aposentadoria.

Sentimos orgulho de ser brasileiro. Eu não desisti nunca deste país, sempre tive boa vontade e esperança que um dia a desonestidade, ganância e corrupção sejam punidas. Só não acredito que ainda veja isto acontecer.

Para ser honesto, só vou saber se estou correto dentro de alguns anos, quando a história nos julgar. Sim, porque fomos nós, os eleitores, que colocamos no governo quem achamos que era o “menos ruim”.

Depois de assistir o vídeo, sem pensar muito, meu orgulho cresceu. Como li em um comentário do YouTube: (♪♫) 90 milhões em ação Pra frente Brasil, no meu coração. Todos juntos, vamos, pra frente Brasil Salve a seleção! … (♫♪♪) Todos juntos, vamos pra frente Brasil! Brasil! Salve a seleção! Todos juntos, vamos pra frente Brasil! Brasil! Salve a seleção!

Isto foi em 1970!

1 comentário

Arquivado em Política

Uma resposta para “Potencial do Brasil do ponto de vista dos norte-americanos

  1. Alessandro

    O vídeo foi bastante otimista, apesar de apontar alguns problemas característicos de nosso povo. Temos que reconhecer que o Brasil avançou muito durante os últimos anos, mas não acho certo atribuir todo sucesso ao governo. As maiores conquistas partiram de empresas que passaram a investir no país, estimulando o mercado. De fato, acho surpreendente que tenham conseguido ir tão longe diante as elevadas cobranças de impostos, burocracia e exigências legais.

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