Arquivo do mês: março 2011

Ovos da páscoa na internet

Do Olhar Digital:

Você sabe o que é um “Easter Egg”, ou “Ovo de Páscoa”, no mundo dos computadores?
Este é o nome dado a qualquer coisa oculta em meio a sistemas, ícones e programas. É uma espécie de segredo virtual.
Conheça algumas brincadeiras que os programadores escondem em sites e programas na internet. Tem alguns bem legais!

Assista ao vídeo em http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/voce_sabe_o_que_sao_os_easters_eggs_na_internet

Você sabia que, quando o YouTube está carregando algum vídeo e você apertar a seta para cima, o joguinho “Snake” aparece para você? Pois é, este é um “Easter Egg”, ou um segredo do YouTube!

O Firefox apresenta vários Easter Eggs. Experimente digitar “about:robots” no lugar da URL. Veja só o resultado: o browser te apresenta o Mascote do programa. O título da página – esse texto impronunciável – é uma frase do filme “O dia em que a Terra Parou”, em que seres extra-terrestres planejam destruir nosso planeta. Todas as outras frases mostradas aqui também foram retiradas de filmes e livros de ficção científica.

E se você digitar  about:mozilla, uma página vermelha com uma espécie de sátira a um versículo bíblico mostra o “Evangelho da Mozilla”.

Lista de emoticons do Skype:
(swear)
(bandit)
(mooning)
(drunk)
(rock)
(poolparty)
(bug)
(ninja)
(smoking)
(fubar)
(tmi)

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Tecnologia da Informação

Hidrogênio barato versus petróleo caro – uma esperança

A busca pela fotossíntese artificial acaba de dar um importante passo. A novidade foi apresentada neste domingo (27/03/11) em Anaheim (33.835956°,-117.912571°), Califórnia, nos Estados Unidos, por um grupo de cientistas que desenvolveu uma folha artificial capaz de converter a luz solar e a água em energia, com dez vezes mais eficiência.

A fotossíntese artificial é investigada em centros de pesquisa de diversos países e foi um dos principais assuntos debatidos no Workshop BIOEN/PPP Ethanol on Sugarcane Photosynthesis, realizado pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia em 2009.

Na 241ª reunião nacional da American Chemical Society, o grupo liderado  pelo Dr. Daniel George Nocera, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), relatou a pesquisa com uma célula solar do tamanho de um baralho de cartas, capaz realizar fotossíntese, processo por meio do qual as plantas convertem luz e água em energia.

“Uma folha artificial funcional tem sido uma espécie de cálice sagrado da ciência há decadas e acreditamos que tenhamos conseguido desenvolvê-la. Nossa folha se mostrou promissora como uma fonte de energia de baixo custo para residências pobres em países em desenvolvimento, por exemplo. Nosso objetivo é fazer com que cada casa tenha sua própria geração de eletricidade”, disse Nocera.

Esta “folha”, que em nada lembra uma folha verdadeira, é formada por silício, circuitos eletrônicos e substâncias catalisadoras, usadas para acelerar reações químicas, colocadas em um litro de água e expostas ao sol,  pode produzir eletricidade suficiente para abastecer uma casa por dia.

A célula usa cobalto e níquel para dividir os dois componentes da água: oxigênio e hidrogênio. Esses dois componentes são armazenados em uma célula de combustível, colocada no alto de uma casa ou em sua lateral, usa essas duas substâncias para produzir eletricidade.

Tentativas anteriores já acontecem há mais de dez anos, embora tenham funcionado eram  baseadas em metais raros e caros e que só funcionavam por um dia. A  folha artificial desenvolvida pela equipe do Dr. Daniel Nocera, supera esses obstáculos porque é simples e feita de materiais baratos que são facilmente encontrados. Estudos em laboratório mostraram que o produto pode funcionar por pelo menos 45 horas.

Os cientistas tentarão aumentar a eficiência e a vida útil do material fotossintético, depois de aprimorada, este dispositivo poderá causar uma mudança em direção a uma economia baseada no hidrogênio, poderia ser a base para uma nova ordem mundial, tendo em vista a demanda atual por energia limpa e de baixo custo.

A empresa do Dr. Nocera, a Sun Catalytix, em Cambridge, Massachusetts, está tentando comercializar a tecnologia de fotossíntese artificial. A empresa indiana Tata já fechou um acordo para o desenvolvimento de uma pequena usina de energia baseada nesta tecnologia.

Nesta semana, quatro equipes de pesquisa dos Estados Unidos e do Reino Unido receberam US$ 10,3 milhões em financiamento para melhorar o processo de fotossíntese artificial. As equipes estão buscando tecnologias para superar as limitações no processo, como gargalos naturais no processo químico. Eles esperam que o trabalho aumente a eficiência da produção de alimentos e gere energia limpa.

Fontes:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/ciencia/noticias/folha-artificial-gera-energia-por-fotossintese
http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/noticias/cientistas-criam-folha-artificial-que-transforma-agua-em-energia-20110329.html
http://www.folhavitoria.com.br/geral/noticia/2011/03/cientistas-criam-folha-artificial-que-transforma-agua-em-energia.html
http://hypescience.com/cientistas-criam-a-primeira-folha-artificial-do-mundo/
http://www.agencia.fapesp.br/materia/13638/divulgacao-cientifica/folha-artificial.htm
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI221619-17770,00-FOLHA+ARTIFICIAL+REPRODUZ+FOTOSSINTESE.html

Deixe um comentário

Arquivado em Curiosidades, Invenções

Tempestade solar, auroras e propagação de ondas de rádio

O dia 10 de Março foi o dia das auroras boreais em grande parte hemisfério norte, devido à maior de três tempestades solares detectadas dois dias antes pelos satélites. Foram mais vistas na América do Norte, já na Europa, devido à configuração do campo magnético da Terra, as auroras não conseguiram chegar a latitudes tão baixas.

Poderosas explosões solares dão origem à tempestade geomagnética, esta erupção, a segunda da classe X (leia mais abaixo) em menos de um mês, após quatro anos de ausência desses fenômenos, é um indicador de que a atividade solar aumentou.

Tempestade solar já interrompeu alguns meios de comunicação na Terra, classificada como uma explosão de classe X, assim como o evento do dia 15 de fevereiro de 2011, também mandou bilhões de toneladas de partículas carregadas em direção à Terra no que foi chamado de ejeções coronais em massa e iniciou uma tempestade geomagnética no campo magnético da Terra. As Tempestades solares podem provocar uma variedade de questões socioeconômicas e de segurança, variando da interrupção do funcionamento dos sistemas de navegação de linhas aéreas até afetar aviões, satélites e naves espaciais.

Depois da explosão luzes noturnas decorrentes da atividade solar podem ser observadas nas proximidades dos polos devido a repentina liberação de energia magnética guardada na atmosfera solar.

O estudo das atividades solares prévias pode ajudar a estabelecer previsões sobre feixes futuros e evitar eventuais danos a infraestruturas terrestres. Em 1972, uma tempestade geomagnética derrubou a rede de comunicações do Estado americano de Illinois. E, em 1989, a rede elétrica de Québec, no Canadá, foi prejudicada pela atividade solar. De acordo com os cientistas, a Olimpíada de 2012, que será realizada em Londres, corre o risco de ter prejudicadas suas transmissões de TV e redes de internet. Isso porque o pico da atividade na superfície solar se dará justamente nesse ano.

Índice KP (Índice K planetário estimado)

O chamado “Índice Kp Planetário Estimado” foi introduzido por Juliu Bartels em 1949 e é derivado do índice K padronizada (Ks) de 13 observatórios magnéticos. Ele é projetado para medir a radiação solar de partículas pelos seus efeitos magnéticos. O valor médio dessas observações e diz o quão perturbado o campo magnético da Terra está, numa escala de 9 pontos.

A cada três horas durante o dia, observatórios magnéticos ao redor do planeta medem as mudanças magnéticas de maior amplitude que os seus instrumentos registraram durante este intervalo. A National Oceanic and Atmospheric Administration’s (NOAA) tem um centro de previsão meteorológica espacial, onde pode ser acompanhado um  gráfico com os índices K, que sendo iguais ou maiores que 5 indicam atividade geomagnética intensa, sinalizando tempestades solares. Valores de 7 ou maiores indicam tempestades geomagnéticas intensas.

Estes dados não são reais, para ver os últimos dados: http://www.swpc.noaa.gov/rt_plots/kp_3d.html

O eixo vertical mostra o índice Kp de 0 até 9. O eixo horizontal mostra 3 horas de dados registrados no Tempo Universal (UT).

  • BARRAS VERDES indicam um índice Kp menor que 4 (pouca mudança magnética)
  • BARRAS AMARELAS mostram um índice Kp igual a 4 (indicam mudanças magnéticas moderadas)
  • BARRAS VERMELHAS quando valor de Kp é maior que 4 (indicam alerta de tempestade)

O Índice KP varia conforme a hora do dia, época do ano e também com a posição da Terra em relação ao Sol. Também existe relação direta com a quantidade de manchas solares.

As tempestades podem ser de Classe X que podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias. As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Rajadas de Classe C ou inferiores são fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.

A Explosão Solar, também chamada de erupção, flare ou rajada, acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada. Isto produz forte emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.

Estas ejeções de Massa Coronal ou CME, são enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.
Depois de ejetadas, as partículas levam aproximadamente três dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol da Terra, quando atingem cerca de 60 mil km de altitude, as partículas são desviadas pela magnetosfera terrestre em direção aos polos. Na atmosfera superior dessas regiões elas se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio e produzem radiação nos comprimentos de onda do verde e do vermelho respectivamente, resultando no efeito luminoso chamado auroras, que recebem o nome de boreais quando ocorrem próximas ao polo norte e austrais quando próximas ao polo sul. Normalmente, as auroras ocorrem entre 60 km e 150 km de altitude.
Equipamentos de satélites, que por estarem em órbita não recebem a proteção das camadas mais altas da atmosfera, que bloqueiam as partículas solares, principalmente os raios-x.

As distorções no campo magnético terrestre, resultam em atividade geomagnética, se você é radio amador, o assunto propagação deve interessar, leia com mais detalhes em http://www.sarmento.eng.br/Geofisica.htm#Os Alertas Geofísicos nos dizem 0 que podemos ouvir

Veja algumas belas imagens, ilustrações e assista alguns vídeos,  em http://www.inf.ufrgs.br/swac-br/spaceweather/#

Fontes:
http://www.sarmento.eng.br/Geofisica.htm#Propagação das Ondas de Rádio em Função das Atividades Solares e Terrestre http://www.inf.ufrgs.br
http://www.inf.ufrgs.br/swac-br/data.php

Deixe um comentário

Arquivado em Curiosidades, Faixa do Cidadão

Recorde de salto na piscina rasa

Darren Taylor, também conhecido como Professor Splash, mergulhou de uma altura de 11 metros, em uma piscina infantil com 30,5 cm de água perto de zero grau, em Trondheim, Noruega (63.430483°,10.394850°), quebrando seu próprio recorde do Guinness, ficando agora com 13 certificados.

O Guinness não aceita o recorde se o fundo da piscina tiver sido inflado, mas permite que alguns colchões de espuma sejam colocados embaixo da piscina. O evento foi organizado por IAESTEs Næringslivsdager Norway.

Darren Taylor desenvolveu uma técnica especial em que usa suas mãos para quebrar o impacto em seu rosto e para empurrá-lo para frente quando ele atinge a fina camada de água, até agora ainda não se machucou.

Fonte: http://hypescience.com/recorde-de-salto-na-piscina-rasa-e-quebrado/

Deixe um comentário

Arquivado em Bizzaro, Curiosidades

O MAIOR EDIFÍCIO ECO SUSTENTÁVEL DO MUNDO

A Academia de Ciências da Califórnia (California Academy of Sciences) é uma instituição científica e cultural de renome internacional, sediada em São Francisco. A Academia inaugurou em setembro de 2008 as suas novas instalações no Golden Gate Park, uma estrutura de 36 000 metros quadrados, que reúne um aquário, um planetário (Steinhart Morrisone), um museu de história natural (Natural History Museum Kimball), os mais profundos tanques de coral do mundo e recriações de florestas tropicais, tudo sob um gigantesco telhado verde.

O prédio é o maior edifício público eco sustentável do mundo, que se mescla com a paisagem do Parque Golden Gate. Visto de cima, o telhado é uma área ondulada onde são cultivadas  1,7 milhão de plantas nativas, integrando com o parque.

Ontem tive a oportunidade de assistir no Discovey Channel o  programa de uma hora, mostrando a incrível trajetória deste edifício, desde seu conceito inicial e os desafios de sua construção até o grande final, quando as plantas e animais foram levados para o prédio. O museu é como uma Arca de Noé dos tempos modernos, contendo mais de 40 mil animais e 20 milhões de amostras de pesquisas em 11 áreas de estudo.

O prédio, quase todo feito de vidro, é de tirar o fôlego. Seu projeto requereu uma inovação excepcional, porque o edifício e aquários estão localizados em uma zona sísmica e precisam resistir a terremotos.

O arquiteto ganhador do prêmio Pritzker Renzo Piano, trabalhou em conjunto com a empresa local Stantec Architecture, para criar um projeto que cresce a partir da missão da instituição, história e definição. Este  projeto unifica matriz original da Academia, que possui doze edifícios que foram construídos ao longo de oitenta anos, em um marco único moderno, que coloca uma ênfase visual e intelectual sobre o mundo natural.

O “telhado vivo” cumpre a função de manter fresco o interior do edifício, são utilizados 13 milhões de litros de água por ano para regar as plantas, mas 7,5 milhões de litros de água são coletados e reutilizados para outros fins no museu. A temperatura interna é fresca, mesmo com o calor do exterior, em poucas zonas do edifício existe ar condicionado.

O telhado de vidro tem comportas e cortinas controladas por computador, que  se abrem e fecham para controlar a temperatura adequada dentro do recinto e facilitar a passagem da brisa do Pacífico. A reciclagem foi prioritária no desenho do edifício, o museu está rodeado por uma vedação envidraçada em que foram integradas 60000 células fotovoltaicas, que geram 15 por cento da energia elétrica consumida, além de água quente.

Dentre as atrações do prédio estão os gigantescos aquários, que abrigam tubarões, tartarugas, arraias e outras criaturas do do mar. A água salgada é bombeada diretamente do Oceano Pacífico, a uma distância de 4 km, sendo depois purificada e reciclada. Um elevador permite que os visitantes passeiem através e por baixo dos tanques.

(Use CC para colocar legendas em português)

Vale uma visita ao site da Academia de Ciências da Califórniahttp://www.calacademy.org/

Fontes:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27917&op=all
http://www.discoverybrasil.com/reisdaconstrucao/6/index.shtml

2 Comentários

Arquivado em Curiosidades

Rede sem fio, wirelles, wi-fi

Já faz uns 5 anos, assisti o programa Olhar Digital que é exibido na RedeTV, aos domingos às 15:45 h.  Achei interessante a coletânea dos assuntos sobre tecnologia em geral.

Tem muitas dicas legais e não se resume apenas ao programa na TV, tem também o site do Olhar Digital, onde existe uma central de vídeos com tudo o que já foi exibido anteriormente.

O Olhar Digital nasceu em Fevereiro de 2005, foi criado pela empresa Lumiar, desenvolvedora também de filmes e outros tipos de programas para TV e internet. É uma empresa nacional, composta por jornalistas, profissionais de televisão e de tecnologia. Está  presente também no rádio, com 3 boletins diários na Band News FM; e também nas TVs que equipam ônibus coletivos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Brasília.

Do Olhar Digital selecionei uma série que fala a respeito das funcionalidades e uso das redes sem fio. É um pouco extenso, mas vale a pena conhecer. Se não quiser ler o texto, basta assistir aos vídeos.

Você sabe como o Wi-Fi funciona?
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/voce-sabe-como-o-wi-fi-funciona

Aprenda a conectar o micro ao roteador
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/aprenda-a-conectar-o-micro-ao-roteador

Rede Wireless: como configurar a sua com segurança
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/rede_wireless_como_configurar_a_sua_com_seguranca#|0|0|1|99

Dois roteadores em casa: isto é possível?
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/dois-roteadores-em-casa-isto-e-possivel

Laboratório Digital: qual é o melhor roteador padrão 802.11n 150 megabits?
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/laboratorio-digital-qual-e-o-melhor-roteador-padrao-802.11n-150-megabits

Roteadores padrão N: Testamos vários modelos. Veja os pontos positivos e negativos de cada um

Assista ao vídeo em http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/roteadores-padrao-n-testamos-varios-modelos.-veja-os-pontos-positivos-e-negativos-de-cada-um

Compartilhe sua conexão da internet sem utilizar roteador
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/compartilhe_sua_conexao_da_internet_sem_utilizar_roteador

Cresce o número de pessoas que utilizam o Wi-Fi do vizinho
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/mais_pessoas_andam_roubando_o_wi-fi_do_vizinho

Aprenda a melhorar a segurança de suas senhas
Assista ao vídeo em
http://olhardigital.uol.com.br/produtos/central_de_videos/aprenda-a-melhorar-a-seguranca-de-suas-senhas

Deixe um comentário

Arquivado em Tecnologia da Informação

Um datacenter em abrigo nuclear

Por 32 anos trabalhei na Tecnologia da Informação, no início chama-se “Processamento de Dados” e tínhamos o CPD – Centro de Processamento de Dados, depois vieram o tais “DataCenters”, mania nossa de usar termos do inglês.

Obviamente conheci muitos datacenters, todos tem que ter segurança, sala cofre e muitos dispositivos, mas este aqui é bem diferente.

O escritório do arquiteto Albert France-Lanord transformou um esconderijo com o único propósito de aguentar ataques nucleares em um moderno e rochoso data center. Um dos clientes do provedor de internet é o Wikileaks. Duvida de que seja seguro?

Vivemos na era digital. Tecnologia ultrapassando tecnologia. A cada dia, algo novo surge. Um mundo que fascina, seduz e atrai milhões de consumidores diariamente. Todos renovando aquele objeto ontem ultramoderno e hoje obsoleto.

E quando o mais rústico do que temos em nossas memórias se mistura à mais moderna tecnologia? Se ficou curioso, é só dar uma olhada no Pionen White Mountain, na Suécia. O projeto arquitetônico de Albert France-Lanord é uma verdadeira mistura da tão necessitada tecnologia com o mundo das cavernas.

E não, não se trata de algum set de filmagem ou museu para obras mais hi-tech: é um local de trabalho. Mais precisamente, o Pionen é um data center de grande estilo. Entre 2007 e 2008, o antigo abrigo anti-nuclear de 1.200 m2 e situado 30 metros abaixo das pedras de granito da Berg Vita Park, em Estocolmo, passou por uma repaginada e tanto.

Para virar um provedor de internet com direito a salas e escritórios no local, o ponto de partida do projeto foi considerar a pedra como um organismo vivo (!). Uma grande rocha com toques de luz, plantas, água e tecnologia. As referências vieram direto dos filmes de ficção científica, na sua maioria ‘Silent Running’, e um monte de filmes de James Bond – alguém duvidou que ele não seria citado? – com cenografia de Ken Adams.

E depois de rochas destruídas para um espaço extra, instalações técnicas, elétricas, pintura e decoração, em 2008, a “nova casa” do prestador de serviços de internet, Bahnhof, estava pronta para ser habitada.

Resumindo toda a saga: de abrigo contra bombas durante a Segunda Guerra Mundial, o local virou um centro de defesa civil na década de 1970, para o caso de uma emergência nuclear e, hoje, aloca um dos maiores data centers da Bahnhof, capaz de empregar mais de 6.000 servidores que necessitam ser protegidos contra qualquer avaria causada por flutuações de energia.

Antes que este seja mais um texto noticiando equívocos, vale a pena deixar bem claro que, ao contrário do que foi insistentemente divulgado, o super-esconderijo secreto e capaz de resistir a uma hecatombe nuclear não é a “caverna” e muito menos foi estrategicamente planejado pelo Wikileaks, o famoso site que ganhou notoriedade ao revelar documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.

Se a proteção extra foi ou não motivo para o Wikileaks armazenar seus dados nos servidores instalados no Pionen, não vem ao caso. O importante é que o Wikileaks é apenas mais um entre os tantos outros que guardam os dados no mesmíssimo lugar.

“Houve uma grande confusão. O Pionen não é a sede do Wikileaks. Bahnhof é nosso cliente e, de fato, um provedor de internet. Entretanto, o Wikileaks é apenas um de seus muitos clientes, não o único, e nada tem a ver com a arquitetura”, afirmou Elin Rosenberg, do Albert France-Lanord Architects.

CRÉDITOS: Empresa: Albert France-Lanord Architects. Fotógrafo: Åke E:son Lindman.

Fonte:
http://obviousmag.org/archives/2011/03/ha_gente_que_trabalha_numa_grande_caverna_com_computadores.html

Deixe um comentário

Arquivado em Tecnologia da Informação